Sinpaaet mantém diálogo com a direção da Ânima sobre o aumento das aulas on-line
Após a portaria assinada pelo governo Bolsonaro, em dezembro de 2019, autorizando que as universidades aumentassem para 40% as aulas on-line em cursos presenciais, uma pesquisa publicada pela CNN Brasil apontou uma relação direta com a diminuição dos quadros de funcionários e precarização das condições de trabalho de docentes. Em Tubarão, a UniSul mantém este formato de ensino desde o início da pandemia da covid-19.
Porém, assim como no restante do país, estudantes e professores se mostram preocupados com a atual situação na universidade tubaronense. De acordo com a presidente do Sinpaaet (Sindicato dos Professores e Auxiliares de Administração Escolar de Tubarão e Capivari de Baixo), Patrícia Schlickmann Orlandi, esta preocupação, tanto com possíveis demissões quanto com a precarização do ensino, tem sido apresentada pelos profissionais da área e também pelos estudantes. “Estamos em contato frequente com a direção da Ânima, que administra a UniSul, para acompanharmos a situação e também avaliarmos a questão da qualidade do ensino”, afirma.
Segundo Patrícia, no que diz respeito às demissões, a Ânima afirma que não houve e nem haverá demissões em massa. “O que houve, segundo a direção, foram casos de planos de demissões voluntárias e também desligamentos pontuais, sem ligação direta à nova administração. Mas continuamos acompanhando para que realmente isso não venha a ocorrer”, explica.
Sobre a precarização do ensino, a presidente do Sinpaaet diz que isso só poderá ser avaliado após a realização de provas do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), que analisa as instituições, os cursos e o desempenho dos estudantes. “Só assim poderemos saber ao certo, mas, como disse, os alunos não estão contentes com a situação atual e estamos em conversa contínua com a Ânima”, pontua Patrícia.
Reitor defende ensino
Apesar das reclamações, o reitor da UniSul, Mauri Heerdt, afirma que não houve queda na qualidade de ensino por conta do percentual de aulas on-line. “Na realidade, já trabalhamos com o ensino on-line junto com o presencial desde 2006, quando era 20%. Com a portaria permitindo os 40%, fizemos apenas esta alteração, mas não houve desligamentos por conta disso. E quanto à qualidade do ensino, as recentes avaliações do MEC comprovam nossos excelentes resultados”, destaca.