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Setembro Amarelo e a conscientização sobre o suicídio

09/09/2020 06:00

Este mês é marcado pela campanha Setembro Amarelo, que busca conscientizar sobre a prevenção ao suicídio e propõe um diálogo aberto sobre o tema para reduzir o número de casos. Saber reconhecer os sinais de alerta, procurar auxílio profissional e adotar hábitos saudáveis pode salvar vidas.


Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. Em Santa Catarina, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) realizam atendimentos com profissionais capacitados e ações voltadas aos estudantes na rede pública estadual de ensino.


“A disseminação de informação apropriada e conscientização de toda a sociedade sobre esse tema é muito importante. O medo e o receio de falar sobre isso acaba, por muitas vezes, sendo considerado um grande desafio”, salienta a psicóloga do Caps II de Tubarão, Camille Félix.


“Precisamos falar. Precisamos incentivar as pessoas a falarem sobre o que sentem. Além disso, é necessário que a gente discuta também sobre um dos principais fatores de risco para o suicídio em todo mundo e que cada vez mais acomete as pessoas, que é a depressão”, enfatiza a psicóloga.


A campanha “Setembro Amarelo: é preciso agir”, da Associação Brasileira de Psiquiatria, em parceria com outros órgãos de saúde, disponibiliza uma série de materiais sobre o assunto e indica, através de conteúdos acessíveis, como identificar problemas relativos à saúde mental e a consequente procura por ajuda.

 

Centro de Atendimento

Em Tubarão, o acompanhamento e tratamento são ofertados pela Atenção Psicossocial, por meio do Centro de Atendimento Psicossocial (Caps II), que é responsável pelos transtornos mentais e sofrimento psíquico; e pelo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD), que é destinado ao sofrimento psíquico e aos cuidados com uso abusivo de álcool e drogas. Estes serviços são compostos por uma equipe multidisciplinar, entre médicos, psiquiatras, psicólogos, farmacêutica, enfermeira, assistentes sociais, artesãs e técnicos de enfermagem.

 

Até agosto, 400 pessoas morreram no Estado

Até 25 de agosto deste ano, foram registradas 400 mortes por suicídio no Estado, sendo o maior número de casos (78) entre 50 e 59 anos. Em 2019, foram 807 óbitos. Já em relação às tentativas, foram 2.678 até agosto deste ano e 6.118 em 2019. A faixa etária com maior número de tentativas é a de 20 a 29 anos, conforme informações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde.


O problema também atinge a faixa etária mais nova. Em Santa Catarina, 1.523 crianças e adolescentes tentaram se suicidar em 2019, segundo dados do Sinan. Os registros de automutilação, mais frequentes na faixa etária entre dez e 19 anos, também acendem o alerta. Neste contexto, o papel da escola na identificação dessas crianças e adolescentes para prevenção de casos mais graves é fundamental. Essa é a função do Núcleo de Educação e Prevenção (Nepre), que combate as violências contra estudantes da rede pública estadual de Santa Catarina por meio da educação e prevenção.

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