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Sete municípios da região ainda não atingiram a meta da vacinação

29/09/2022 06:00

As campanhas de vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação para atualização da caderneta de crianças e adolescentes de até 14 anos terminam amanhã. Faltando pouco para o fim, Santa Catarina ainda não atingiu a meta de imunização na Campanha de Vacinação contra a pólio, que é de 95% das crianças de até quatro anos, 11 meses e 29 dias.


Na Amurel, segundo dados divulgados pela Regional da Saúde ontem, dos 18 municípios, sete ainda não haviam alcançado a meta, sendo que três ainda estavam abaixo dos 80%: Capivari de Baixo (87,48%), Gravatal (62,50%), Imbituba (82,02%), Jaguaruna (81,26%), Laguna (58,56%), Pescaria Brava (79,02%) e Sangão (79,93%).


Em contrapartida, outros 11 municípios já ultrapassaram a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde: Armazém (110,69%), Braço do Norte (100,10%), Grão-Pará (106,50%), Imaruí (97,97%), Pedras Grandes (114,02%), Rio Fortuna (121,43%), Santa Rosa de Lima (116,67%), São Ludgero (108,44%), São Martinho (128,86%), Treze de Maio (121,36%) e Tubarão (105,06%).


De acordo com Shaiane Salvador, enfermeira coordenadora dos Serviços de Imunização da Gerência Regional de Saúde de Tubarão, das 18.720 crianças menores de cinco anos na região, 17.146 haviam sido vacinadas até ontem.


Ainda que com dados preocupantes, os números de doses aplicadas desde a última semana na região aumentou bastante. Na semana passada, oito municípios haviam ultrapassado a meta de 95%, acrescentando agora outros dois municípios: Braço do Norte e Tubarão.


Preocupação com a volta da doença

Até esta terça, foram aplicadas 275.655 doses da pólio, que representa uma cobertura vacinal de 70,49%. Dos 295 municípios catarinenses, apenas 144 alcançaram a cobertura de 95%. Considerando que o público-alvo é de 391.034 crianças, 115.379 crianças de um a quatro anos continuam desprotegidas. A gerente de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), Arieli Fialho, explica que a vacinação contra a poliomielite é de extrema importância para evitar que novos casos da doença voltem a surgir no Estado depois de tantos anos. “Os últimos registros da doença em Santa Catarina foram em 1989 e, no Brasil, em 1990, mas, devido à baixa vacinação, estamos com um risco alto de reintrodução do poliovírus selvagem no país, o que nos preocupa. Por isso, é importante seguirmos vacinando, para elevar as coberturas vacinais e criarmos uma barreira contra a doença”, finaliza

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