Após 21 semanas sem registros de novos casos de sarampo, a secretaria de Saúde confirma o fim do surto da doença no Estado, que começou em julho de 2019. De acordo com o último boletim divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), durante o período de surto ativo de sarampo foram confirmados em Santa Catarina 411 casos da doença. O último em abril.
“Ainda tínhamos exames em análise, por isso, decidimos esperar um pouco mais para ter certeza do encerramento do surto”, esclarece a enfermeira responsável pela vigilância da doença no Estado Alda Maria Rodolfo da Silva.
Do total de casos confirmados desde o início do surto, 301 foram em 2019 e 110 em 2020. Não houve registro de óbitos. A faixa etária mais atingida foi a de adultos jovens com idade entre 20 a 29 anos, 45% dos casos, seguido da faixa etária de 15 a 19 anos (28%). Dos 295 municípios catarinenses, 43 registraram casos.
A secretaria da Saúde atribui o fim do surto do sarampo no Estado ao trabalho das equipes em vigilância em saúde de toda a rede estadual, municipal, equipes de vacinação, equipes de laboratório e também a grande participação da população que aderiu à vacinação do sarampo. No entanto, o trabalho continua. Equipes de vigilância permanecem em alerta em todos os municípios com o intuito de detectar possíveis novos casos suspeitos.
População ainda precisa se vacinar
A única forma de evitar o sarampo é com a vacinação. Por esse motivo, mesmo com o fim do surto da doença no Estado, é muito importante que crianças, jovens e adultos mantenham a carteira de vacinação atualizada. A vacina tríplice viral que previne contra sarampo, caxumba e rubéola é recomendada para toda a população com idade entre seis meses e 59 anos. A aplicação da vacina é indicada aos 12 meses de vida, com reforço da tetra viral que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora) aos 15 meses.