Especialista alerta para sintomas graves causados pela interrupção brusca de medicamentos.
No mês dedicado à atenção à saúde mental, a psiquiatra do Complexo Médico Provida, Elisa Oenning, ressalta aos pacientes psiquiátricos sobre a importância da continuidade do tratamento e os riscos de suspender o acompanhamento, o que pode comprometer os avanços já alcançados e dificultar o controle dos sintomas.
“Interromper bruscamente um tratamento e a medicação psiquiátrica, sem a orientação do médico responsável, é sempre perigoso e desaconselhado”, alerta a psiquiatra.
“A interrupção abrupta dos medicamentos psiquiátricos, que podem ser antidepressivos, ansiolíticos e antipsicóticos, pode ocasionar diversos sintomas de descontinuação, como tontura, náuseas, cefaleia, calafrios, irritação, alterações de humor, insônia, entre outros. Quando essa parada for com medicamentos como anticonvulsivantes, as reações podem ser ainda mais severas, com a ocorrência de tremores, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, alucinações e até risco de morte”, ressalta a médica.
O tratamento psiquiátrico é dividido em três fases: aguda, continuidade e manutenção. Sequência que deve sempre ser orientada pelo psiquiatra responsável. O objetivo do tratamento é curar o paciente, ou pelo menos, aliviar seu sofrimento e melhorar sua qualidade de vida”, completa.