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Região teve cinco mortes por meningite neste ano

Santa Catarina já confirmou 418 casos e 40 óbitos entre janeiro e agosto, segundo a Dive

12/09/2025 06:00|Por Redação

De janeiro a agosto, foram confirmados 418 casos de meningite, com maior concentração na região litorânea. A maioria deles é de etiologia viral (192), seguida pela bacteriana (65) e por pneumococo (55). 

Na sequência, meningite não especificada (34), por outras etiologias (33), doença meningocócica (28), tuberculosa (8) e por hemófilo (3). Os dados são da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive).

Do total de casos confirmados, foram registrados 40 óbitos, representando uma taxa de letalidade total de 9,6%. Destes, cinco foram na região, em Armazém (menor de um ano), Braço do Norte (vítima entre 35 e 49 anos), GrãoPará (menor de um ano), Gravatal (também uma vítima menor de um ano de idade) e Laguna, com um óbito em um adolescente entre 15 e 19 anos de idade. 

A maior taxa de letalidade é referente aos casos pela meningite por tuberculose (62,5%), seguida pela pneumocócica (29,1%), doença meningocócica (14,3%), bacteriana (12,3%), por outras etiologias (9,1%), não especificada (8,8%) e viral (0,5%).

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As vacinas que protegem contra a meningite estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde de todo o estado e fazem parte do Calendário Básico de Vacinação. São imunizantes contra meningite por tuberculose, pneumocócica, meningocócica e por hemófilos. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça a importância dessas vacinas, com destaque para a meningocócica C (conjugada) – aplicada aos três e cinco meses de idade –, e a meningocócica ACWY – como reforço aos 12 meses e em adolescentes entre 11 e 14 anos.

Imunizantes   

Ambos os imunizantes são importantes para prevenir infecções pelo sorogrupo C, que tem sido identificado em casos da doença meningocócica no estado em 2025. A cobertura vacinal desta doença é de 84,09% com a primeira dose e 87,69% com o reforço. “Estes dados demonstram a necessidade de manter o acompanhamento da situação e reforçar a vacinação de rotina com a Meningo C e Meningo ACWY nas crianças de acordo com o calendário vacinal. E também estimular a vacinação nos adolescentes de 11 a 14 anos de idade”, ressalta João Augusto Fuck, diretor da Dive.

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