Variação identificada não indica novo vírus nem aumento de gravidade dos casos
A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES/SC) confirmou a identificação de casos de influenza A (H3N2), subclado K, em Santa Catarina, incluindo municípios da região da Amurel.
De acordo com a pasta, trata-se de uma variação genética já conhecida internacionalmente, que não caracteriza um novo vírus e, até o momento, não está associada a quadros clínicos mais graves.
Entre os 17 casos confirmados no Estado, dois têm residência em Tubarão, um em Braço do Norte e um em São Ludgero. Os demais registros são de Florianópolis, Palhoça e São José. A SES ressalta que o local de residência não indica, necessariamente, o município onde ocorreu a infecção.
Segundo a Secretaria, os pacientes apresentaram início dos sintomas entre novembro e dezembro de 2025, sem evolução para formas graves da doença. Ainda assim, o órgão chama atenção para o maior risco entre grupos considerados vulneráveis, como idosos, pessoas com comorbidades, crianças pequenas, gestantes e puérperas, conforme observado em experiências internacionais.
Os municípios envolvidos foram oficialmente comunicados e seguem com a investigação epidemiológica dos casos, identificados tanto na vigilância da síndrome gripal quanto da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), abrangendo diferentes faixas etárias.
Atenção
Em dezembro, a SES, por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), publicou um alerta com orientações aos serviços de saúde e à população, diante da possibilidade de aumento da circulação do vírus.
Até o momento, contudo, não foi constatado crescimento no número de casos nem alteração no perfil clínico da influenza em Santa Catarina.