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Redragagem do rio Tubarão segue em discussão

07/06/2022 06:00

A redragagem do rio Tubarão é assunto que vem sendo debatido há anos e voltou a ser reforçada com as últimas cheias do rio, no início de maio. Uma batimetria para definir o quantitativo a ser dragado no rio Tubarão foi autorizada pelo governo do Estado e deve começar a ser realizada em breve, segundo informações da Comissão de Acompanhamento dos Projetos para Desassoreamento do Rio Tubarão.


Os trabalhos devem ser realizados da ponte férrea de Capivari de Baixo até a lagoa de Santo Antônio, mas a comissão solicitou a batimetria até a ponta dos molhes, em Laguna. A batimetria servirá para calcular quanto de material deverá  ser retirado para posterior licitação. Para iniciar a obra precisa de licença ambiental. Ainda não há uma data de início oficializada.


Segundo Rafael Marques, que faz parte da comissão, “a princípio fomos comunicados sobre a batimetria, para balizar o processo licitatório. O grupo de acompanhamento das obras, da qual fazem parte entidades e prefeituras da região, vem sugerindo que além da redragagem sejam realizadas outras ações, porque nesta vazão atual, que vem desde 1982 quando foi feita a retificação do rio, não é suficiente para evitar um grande extravasamento”, explica.


Rafael acrescenta que já foram pedidos também estudos complementares que apontem outras soluções para abarcar uma maior quantidade de água, como canais extravasores que liguem ao oceano e a barra do Camacho mantida sempre aberta, por exemplo. “Um grupo defende ainda construções de barragens, mas hoje é muito difícil por conta de questões ambientais, mas estudos podem apontar se é possível ou não para complementar a redragagem”, pontua.


“Uma série de outras ações deve ser realizada concomitantemente, como a recomposição da mata ciliar nas margens do rio e construção de caixas de contenção nas estradas vicinais de toda a bacia, para diminuir a erosão que contribui para o assoreamento. Além disso, é necessário ter o monitoramento em tempo real de chuva e nível do rio”, completa.

 

Projetos existentes

Há dois projetos que já existem e tratam da nova dragagem do rio. O executivo, concluído em 2013, e o de impacto ambiental, inicialmente datado de 2014. O projeto executivo teria que receber adequações em virtude das mudanças naturais na última década. Já o projeto de impacto ambiental, geralmente, tem um prazo de validade de quatro anos. Como em 2018 a Defesa Civil estadual contratou um estudo complementar, o novo prazo de vencimento passou a ser agosto de 2022. Ou seja, até agosto a obra poderá ser iniciada com o atual projeto.

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