Em coletiva ontem, governador indicou que período ainda deve ser de isolamento
O governo do Estado ainda não sinalizou oficialmente a medida que será tomada nos próximos dias em relação à reabertura do comércio de forma mais abrangente, mas em coletiva de imprensa ontem o governador Carlos Moisés reiterou a necessidade e a importância do isolamento social, por pelo menos mais duas semanas, e que algumas atividades ainda não deverão retornar, citando como exemplo o transporte público, deixando como incerta a retomada total das atividades. Um novo decreto é aguardado para hoje.
“Há muita pressão e pedidos do setor produtivo para a retomada das atividades, mas nesse momento ainda entendemos que o período deve ser de isolamento social. Essas duas semanas são muito importantes e seguirão de isolamento social em Santa Catarina. Não haverá a flexibilização”, disse.
Conforme Moisés, a continuidade da quarentena também está baseada em pesquisa. “Claro que há um grupo de pessoas que se esforça em não entender isso. Mas 71% das pessoas está a favor destas medidas e vamos manter nossa posição”.
Segundo ele, ainda não deve haver uma liberação total, tudo está sendo estudado pela equipe responsável, e será comunicado oficialmente. “Todas as decisões são tomadas com base em números, e é nisso que o governo irá se basear para as próximas ações”, pontua.
O governador ainda citou o exemplo da liberação de algumas lojas que comercializam chocolates. “Alguns destes comércios foram liberados por conta da Páscoa, mas apenas algumas lojas de rua”, exemplifica.
Em contrapartida, levando em conta o último decreto que restringia as atividades comerciais e que expiraria hoje, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Tubarão está na expectativa quanto ao retorno das atividades do comércio amanhã. O presidente da CDL, Rafael Gomes Silvério, considera que a retomada das atividades é fundamental para se evitar um colapso na economia local. Serão completados hoje 21 dias de fechamento do comércio.
Com este período de praticamente três semanas sem abrir, estima-se, segundo Rafael, uma perda de faturamento no comércio em geral na ordem de mais de R$ 150 milhões.