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Rapidez na liberação do transporte é cobrada

Federações apresentaram medidas e representante do setor fala das dificuldades

21/05/2020 06:00

Há mais de 60 dias, desde o início da pandemia pelo coronavírus, o transporte público segue suspenso no Estado. Esta semana, o setor empresarial propôs medidas de segurança para a retomada da atividade. De acordo com o gerente do Consórcio Cidade Azul, Edevar Savi, está cada vez mais complicada a sobrevivência das empresas.


“Precisamos voltar ao trabalho. Pedimos que autoridades ao menos deixem retomar com todas as regras que forem necessárias. Entendemos a gravidade da doença, estamos dispostos a nos adequar às mudanças. Ao menos vamos tentar para que possa ser feita uma avaliação. A situação está cada vez mais complicada”, desabafa Edevar.


Um documento assinado pelos presidentes das federações das indústrias (Fiesc), do comércio (Fecomércio), da agricultura (Faesc), dos transportes (Fetrancesc), das associações empresariais (Facisc), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL) e das micro e pequenas empresas (Fampesc), foi enviado ao secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Thiago Augusto Vieira, sugerindo um conjunto de medidas de segurança que permita a retomada do setor. Entre as medidas estão uso de máscara, ocupação de 70% da capacidade dos ônibus e higienização. Em nota, a pasta informa que as análises referentes à retomada com segurança do transporte coletivo de passageiros já foram realizadas e serão entregues para avaliação do governador Carlos Moisés, que fará as devidas deliberações e encaminhamentos.


Na terça-feira, o governador Carlos Moisés esteve reunido com a diretoria da Fecam para tratar do assunto. Porém, o governo manteve a suspensão. O presidente da Fecam, Saulo Sperotto, acredita que o serviço de transporte coletivo deva retomar após a apresentação dos dados, mas que a circulação dos ônibus não deve ocorrer em todo o Estado. “Estamos evoluindo nesse debate. Já tivemos reunião com o secretário de Infraestrutura para alinhar alguns regramentos. A retomada do serviço vai depender da situação do coronavírus em cada região, o momento vivido naquele local, a intensidade atual de contaminação e outros cuidados”, diz.


A expectativa agora é para a reunião que deve acontecer amanhã entre o governador e secretários de saúde das cidades catarinenses. O reunião deve acontecer às 10h.


“A volta do transporte não apenas será um benefício das empresas, que neste momento estão desesperadas. Mas também do trabalhador, que depende do ônibus, da van e deste serviço para se locomover para seu local de trabalho”, avalia Edevar.

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