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Rancho coletivo deve ser construído

25/01/2019 06:00

A Amurel entregou recentemente a Laguna o projeto do Centro de Embarcações a ser construído na Praia do Cardoso, no Farol de Santa Marta. O projeto foi feito pela assessoria técnica da entidade. O local a ser construído será abrigo para 23 embarcações cadastradas pelas associações locais e credenciadas pela secretaria de Pesca e Agricultura de Laguna. Estas embarcações, atualmente, não possuem estaleiros ou estão em áreas irregulares, próximas ao sambaqui, ou em áreas de risco.


O projeto arquitetônico prevê a construção em madeira, com conceito tradicional dos antigos barracões de pesca, com espaço também para a guarda e manutenção de redes de pesca. O próximo passo será buscar a anuência dos órgãos que solicitaram a regularização dos barracos antigos, como MPF, APA da Baleia Franca, ICMBio, Flama e MPSC. O projeto possui área de 1.680m² em madeira, com captação da água da chuva, placas fotovoltaicas, biodigestor, e será construído próximo ao deck da praia do Cardoso.


A pesca artesanal em Laguna é destaque nacional também pelo auxílio do boto, tradicionalmente integrado à história da pesca no Brasil. A atividade é considerada uma manifestação cultural tradicional, secular e de ocorrência rara. O Estado de Santa Catarina é o maior produtor de pescados do Brasil, e preservar a cultura e as tradições faz parte deste projeto, segundo a Amurel.


O material produzido pela associação foi entregue pelo engenheiro sanitarista e ambiental da Amurel Alexandre Martins a representantes da secretaria de Pesca do município.

 

Sobre o caso

Em junho de 2015, a Polícia Ambiental emitiu um auto de infração devido à irregularidade no lado Norte da praia do Cardoso. Pequenos galpões, os populares ranchos, tinham sido erguidos para abrigar embarcações de 22 pescadores, em área de preservação ambiental e arqueológica, ocasionando a infração. Segundo o documento, o local estava em área de sambaqui. Os representantes dos pescadores afirmaram que não sabiam da ilegalidade. As construções foram retiradas, e os pescadores, junto com o Poder Público, iniciaram as negociações para uma solução: a construção de um galpão coletivo.

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