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Questões ambientais foram prioridade em projeto de crematório

04/02/2019 06:00

Diversos estudos foram realizados para que o Crematório e Memorial São Mateus virasse realidade, em Capivari de Baixo. De acordo com engenheira agrônoma e engenheira de segurança do trabalho Cariny Figueiredo, as pesquisas ressaltaram a garantia de preservação do meio ambiente e a segurança do local.

“Entre os estudos está o Ambiental Simplificado, que visa avaliar o meio físico, biótico e social onde o empreendimento está inserido. Também foram realizadas pesquisas de análise de risco, e planos e controles ambientais das atividades. Até o projeto paisagístico ganhou destaque, contemplando 20 mil metros no entorno do crematório, além da recuperação da área de preservação permanente, conforme a legislação atual”, ressalta Cariny.

A engenheira agrônoma também explica que a cremação gera um impacto ambiental bem menor que os sepultamentos, além de ser uma alternativa para a falta de espaço nos cemitérios.

“Hoje, o processo é monitorado em tempo real. Ele praticamente não gera efluente gasoso, pois possui dupla queima. Funciona da seguinte forma: os gases gerados na primeira câmara são queimados novamente na segunda, sendo o seu efluente gasoso próximo de zero. Cada cremação gera um relatório individual ao serem medidos,

instantaneamente, seus gases, e a temperatura é superior a 800ºC. Diferente do processo de sepultamento, no qual o corpo se decompõe por ação de bactérias e gera os resíduos líquidos e altamente poluentes, como o chorume, a cremação gera apenas as cinzas, em uma quantidade pequena. E esse resíduo é considerado inerte”.

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