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Projeto inédito é desenvolvido em Tubarão

05/11/2020 06:00

Cinco estudantes do curso de Engenharia Elétrica da Unisul se uniram durante a aula da Unidade Curricular Vida & Carreira, debateram sobre uma ideia, colocaram no papel e, depois de um mês, a ideia se tornou realidade. Eles criaram um protótipo de dispenser de álcool em gel com sensor automático.


O objetivo central era diminuir a contaminação do coronavírus, sobretudo em hospitais públicos, onde ocorre a maior circulação de pessoas, principalmente as que compõem o grupo de risco. A equipe, orientada pela professora Francielen Kuball Silva, produziu dois modelos que foram doados para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, e para o Hospital São Camilo, em Imbituba.


O trabalho foi liderado pelo estudante Eduardo Carvalho, de 19 anos, natural de Imbituba, com a ajuda dos colegas Ismael Binhoti, José Victor Kulkamp, Ruan Lock, Eduardo Mendes e Kelvin Bauman. A equipe trabalhou durante um mês na construção do protótipo e, agora, os jovens estão se preparando para patentear, devido ao sucesso do invento. Eduardo Carvalho conta que quando surgiu a ideia fizeram uma pesquisa nos modelos de dispensers existentes e não acharam nenhum com sensor, e ele já estava pesquisando sobre sensores de movimento e infravermelho.


“Eu desenhei o modelo junto com meu colega Ismael, que é técnico em eletrônica. Depois mandamos o desenho para o José Victor, que é marceneiro. Ele fez o corpo do dispenser, o Ismael fez a solda e os demais integrantes colaboraram com pesquisas de campo e questionários”, conta.


“O projeto que criamos tem cunho social e tem como objetivo auxiliar na higienização das mãos da população, não só durante a pandemia da covid-19, mas mesmo depois dela”, enfatiza.

 

Funcionamento do dispenser

“O dispenser funciona com sensor. Dentro tem uma bomba que é ativada pelo movimento. A partir do momento em que a pessoa aproxima a mão do sensor, a bomba ativa e manda o álcool em gel para a mangueira. Outra questão importante é que esta criação é feita de sobras de MDF, e acaba sendo mais sustentável do que o modelo de plástico, pois tem menos descarte. O plástico demora muito mais tempo para degradar do que a madeira. Sem contar que é mais higiênico, pelo fato de não haver contato físico com o dispenser. Esse modelo se tornou interessante por ser mais higiênico, sustentável e evita a proliferação de vírus”, explica Eduardo Carvalho.

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