Desenvolvido pelo grupo Diamante, tecnologia irá gerar energia mais flexível
O projeto de um microrreator nuclear — tecnologia projetada para gerar energia de forma mais segura, flexível e de menor custo que as usinas tradicionais — está sendo desenvolvido pela Terminus, empresa do Grupo Diamante, por meio da Núcleo Brasil Energia Participações (NBEPar).
O trabalho será conduzido no Instituto de Energia Nuclear (IEN), no Rio de Janeiro, e na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). As primeiras unidades, com potência de 5 megawatts, deverão entrar em operação dentro de oito a dez anos.
Segundo a Diamante, o uso de microrreatores nucleares (MRNs) representa uma inovação na geração de energia, permitindo instalação próxima ao consumo e apoio às redes elétricas com fontes renováveis. O projeto reúne instituições científicas de três regiões do país, entre elas a Sul, e prevê o uso de materiais nacionais, como urânio, berílio e nióbio, além de técnicas modernas de manufatura aditiva (impressão 3D).
Durante a execução, os experimentos serão acompanhados pela Autoridade Nuclear, com foco em segurança e viabilidade técnica. Um dos objetivos é demonstrar que os microrreatores podem atender pequenos municípios, de até 20 mil habitantes, de forma segura e sustentável.
Apresentação
A iniciativa foi apresentada na World Nuclear Exhibition (WNE 2025), em Paris, o principal evento mundial do setor, com a participação da Diamante Energia, NBEPar e Terminus, que representaram o Brasil entre os projetos de inovação em energia do futuro.