O início do ano letivo também marca o começo da segunda fase do projeto da Estufa Hidropônica da Unisul, em Tubarão. Os pesquisadores estão estudando o desenvolvimento de um módulo de produção hidropônico domiciliar. A ideia é que as pessoas tenham em seu próprio quintal um modelo da estufa.
Essa nova fase do projeto chamou a atenção do ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Benny Dembitzer, que deseja levar, caso os resultados sejam promissores, os módulos para países da África, como Malawi e Nigéria.
A estufa hidropônica, uma parceria entre a Unisul e a Universidade de Cambridge, na Inglaterra, é um projeto que visa à sustentabilidade, já que sua produção pode resultar em uma economia de até 90% de água. A estufa foi destaque do DS em setembro do ano passado, quando foi inaugurada na universidade.
“O projeto é relativamente simples, mas possui um impacto muito grande, tendo em vista que você consegue produzir alimentos em regiões onde as pessoas têm dificuldade para conseguir alimentação saudável, onde têm escassez de água e falta de energia elétrica”, esclarece o professor Celso Albuquerque, responsável pela estufa hidropônica.
A próxima etapa do projeto é implementar estes pequenos módulos em algumas residências na cidade de Tubarão. A previsão é que em julho eles já estejam prontos. Segundo Celso, serão produzidos de cinco a oito módulos para famílias que residem em comunidades mais afastadas do Centro.
De Tubarão para outros países
O professor Benny Dembitzer possui vários trabalhos na África Subsaariana, e demonstrou interesse nos módulos individuais que estão sendo desenvolvidos na Unisul, em Tubarão.
Segundo o professor Baltazar Guerra, coordenador do Centro de Desenvolvimento Sustentável (Greens) da universidade, há a possibilidade de levar este projeto para o continente africano. “Nós temos essa ambição. A ideia é que as famílias possam produzir seus próprios alimentos, em uma região que tem escassez de água. Por consequência, estaremos reforçando a segurança alimentar, a preservação da água e a importância da produção dos alimentos”, esclarece.
O projeto da estufa hidropônica foi inaugurado em 2018, e desde então vem trazendo bons resultados: aproximadamente dois mil pés de alface são colhidos por mês.