Começou ontem o mutirão da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para monitorar postos de combustíveis que não reduziram os preços médios de venda de gasolina e diesel, após a queda de preços promovida pela Petrobras.
No dia 16 de maio, a Senacon emitiu um ofício aos Procons estaduais e municipais, solicitando esse monitoramento em postos de combustíveis. O secretário Nacional do Consumidor, Wadih Damous, disse que a redução anunciada pela Petrobras e pelo governo federal foi adotada com o objetivo de beneficiar toda a população, e não de favorecer um setor que, segundo ele, “talvez seja o mais cartelizado da economia brasileira”.
O secretário tem reiterado críticas contra “fraudes e abusos”, que, segundo denúncias apresentadas à Senacon, estariam sendo praticadas por postos de combustíveis. No ofício encaminhado aos Procons, Damous disse que não aceitará situações desse tipo.
Em Tubarão, de acordo com o coordenador do Procon, Ângelo Pulita, os trabalhos de monitoramento já começaram na terça-feira, com a equipe já visitando os estabelecimentos e os resultados devem sair hoje, com a divulgação da pesquisa de preços que estão sendo praticados na Cidade Azul.
Em Imbituba, foram visitados todos os 16 postos e, “além de fiscalizar as notas fiscais, vendo se os postos já estão comprando das refinarias com o valor reduzido, estamos entregando uma recomendação para que os postos realizem a diminuição dos preços nos estabelecimentos”, ressalta João Miguel Nolasco, superintendente do Espaço Cidadão, Proteção e Defesa do Consumidor. O fiscal do Procon, Ângelo Manoel da Silva Filho, destaca que o órgão vem recebendo reclamações sobre os preços. “Verificando as notas fiscais, percebemos que elas estão faturadas antes do reajuste. Quando fizerem uma nova compra, já virão com menores preços”.
“Entendemos que a redução nas refinarias pode representar uma oportunidade para o setor de postos de combustíveis se alinhar às expectativas e necessidades dos consumidores. Ao optar por uma redução gradual, o estabelecimento pode se posicionar como um parceiro solidário”, complementa João Miguel.