Atualizar projeto da redragagem do rio Tubarão é prioridade, aponta deputado
As chuvas intensas do dia 24 de março de 1974 causaram a maior enchente de Tubarão. Após o nível do rio subir e transbordar, o caos se instalou na cidade.
Prejuízos, mortes e um rastro de destruição foi deixado. Depois de 49 anos do episódio, o assunto é debatido constantemente. Dentre os grandes anseios para evitar algo semelhante está a redragagem do rio.
“Continuamos vulneráveis com o rio Tubarão muito assoreado. Por isso, essa obra é tão importante”, lembra o coordenador da Comissão de Acompanhamento dos Projetos para a Contenção de Cheias na Bacia do Rio Tubarão, Claudemir Souza dos Santos.
Desde 2012, a cidade conta com a comissão formada por 26 entidades. O maior pleito é pela redragagem. “A comissão atua de forma voluntária com o propósito maior de dar celeridade e aprimoramento aos projetos. Já realizamos mais de 40 reuniões. Avanços já foram obtidos nesse tempo”, explica Claudemir.
Dentre eles, conforme o coordenador, esteve a contratação de projetos em 2013 e 2014, com investimento de mais de R$ 2,6 milhões. “Em 2022, conquistamos a liberação do enrocamento e desassoreamento do canal da barra do Camacho. Tudo foram pleitos discutidos”, revela.
Agora, a preocupação segue para que seja feita a conclusão definitiva dos projetos. “É consenso que a redragagem deve acontecer da ponte férrea até a ponta dos Molhes em Laguna. Devemos evitar dragar na área central da cidade, devido à instabilidade dos taludes; avanço da cunha salina, bem como ter cuidado com as fundações das pontes”, antecipa.
“Desejamos a conclusão imediata dos projetos para busca de recursos e contratação de empresa especializada para estudos mais profundos. Isso precisa de celeridade. A natureza não faz acordo conosco”, diz.
Atualizar projeto é prioridade, diz deputado
Criador da Frente Parlamentar das Dragagens dos Rios Catarinenses na Alesc, o deputado estadual Pepê Collaço (Progressistas) tem acompanhado a situação do rio Tubarão. Ele já discutiu o assunto com os membros da Comissão de Acompanhamento dos Projetos para Desassoreamento do Rio e com o secretário de Estado de Infraestrutura, Jerry Comper.
A prioridade do momento, segundo o deputado, é atualizar o projeto, elaborado há dez anos. Depois, concentrar o tema em apenas uma secretaria do governo estadual e buscar os recursos. A estimativa é que a obra custe aproximadamente R$ 550 milhões.
Por causa do alto custo, pode ser necessário solicitar parte da verba também para o governo federal. “A redragagem é extremamente necessária. Em 2022, a população de Tubarão viveu novamente momentos de grande tensão com alagamentos e extravasamento do rio. Essa luta existe há muitos anos e precisamos concentrar esforços para tirar do papel”, destaca Collaço.
O projeto prevê obras de melhoramento fluvial no rio de Tubarão até sua desembocadura, em Laguna. Os trabalhos incluirão a dragagem, manutenção, aprofundamento e recuperação da calha.
A redragagem do rio Tubarão deverá trazer mais tranquilidade a toda a população residente na sua região de entorno e que, ano após ano, vem sofrendo com as constantes cheias ocasionadas pelas chuvas. A realização dessa obra é ainda mais urgente, principalmente após as cheias ocorridas em 2022.