A pós quatro meses de internação em consequência da covid-19, ontem, Gilmar Wenz, 36 anos, de Tubarão, saiu pela porta da frente do Hospital Nossa Senhora da Conceição com a família comemorando sua recuperação. O melhor de tudo: conheceu o filho Guillermo, que nasceu no dia 8 de abril enquanto ele estava intubado na UTI.
Foi um encontro emocionante, com direito a lágrimas e muitos aplausos. Ele abraçou a esposa Tayse e pegou o filho no colo, num gesto que comoveu todos que estavam na recepção da instituição. O vídeo deste momento está disponível no site do DS (www.diariodosul.com.br).
O choro do Gilmar resume o alívio diante de uma longa trajetória de renascimento. Após contrair a covid-19, ele foi internado no dia 31 de março no HNSC devido ao desconforto respiratório associado à dessaturação. Quadro clínico grave que o colocou logo na Unidade de Terapia Intensiva com 90% de acometimento dos pulmões. Ele teve alta da UTI no dia 4 de maio, mas precisou ficar internado em consequência das sequelas da doença. Realizou algumas cirurgias de desbridamento de escaras sacral, as conhecidas úlceras de pressão, que acabam sendo resultados do tempo de permanecia na mesma posição, que acabaram se agravando devido às comorbidades. Foram meses de tratamento e muito sofrimento.
A mãe, Irene Bonette Wenz, e a irmã Taize acompanharam todo o processo sem perder a fé. “Desde o tempo na UTI, em que mandávamos áudios para que ele não desistisse da luta, até os incansáveis dias de enfermaria, confiamos em Deus e na equipe do hospital. Sabíamos que ele venceria”, diz Taize. “Ainda temos um longo caminho na recuperação que vem aos poucos. Ele ainda precisa cuidar da lesão, trocar curativos, fazer fisioterapia. Mas depois de quatro meses internado, nosso sentimento é só gratidão”.
Agradecimento pela vitória
Agora, já em casa com a família, Gilmar é só agradecimento. “Foi um encontro muito emocionante e tão aguardado, pois quando o Guillermo nasceu eu estava internado na UTI sem saber se iria sobreviver. Acredito que a minha vontade de sobreviver e de superar esse obstáculo vem da força e apoio que veio da minha esposa e filho, quanto de minha família e amigos. Agradeço, principalmente, a Deus por essa nova chance e agradeço à minha mãe por passar 85 dias ao meu lado, sem hesitar. E à minha esposa, por ter cuidado tão bem do nosso filho. E agora é vida que segue”.