MPSC recorre para ampliar a condenação e pedir indenização
Um ex-funcionário da Paróquia de Treze de Maio foi condenado a quatro anos, cinco meses e dez dias de reclusão, em regime inicial semiaberto, por 11 crimes de furto qualificado. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), ele desviou mais de R$ 100 mil da instituição religiosa e de capelas vinculadas, entre 2011 e 2012.
Responsável pelo controle financeiro da Igreja Matriz e das comunidades, o homem tinha acesso às contas bancárias e realizava saques, depósitos e pagamentos. Conforme a investigação, ele utilizou os recursos para quitar dívidas pessoais, cartões de crédito e parcelas de veículos.
Entre os casos apurados, está o recebimento de mais de R$ 9 mil, no fim de 2011, para depósito na conta de uma capela. O dinheiro não foi depositado. Em abril de 2012, ele também teria se apropriado de R$ 2.366,67 referentes ao pagamento de uma escultura adquirida pela Paróquia.
As irregularidades foram descobertas quando tesoureiros perceberam que as contas das capelas estavam praticamente sem saldo. Segundo o MPSC, o funcionário retirou documentos contábeis para tentar ocultar os desvios e, posteriormente, deixou uma carta confessando os crimes.
A promotora de Justiça Raísa Carvalho Simões Rollin informou que o Ministério Público recorreu ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) para buscar a condenação por mais um furto, relacionado a R$ 12 mil que deveriam ter sido devolvidos a uma capela após um empréstimo feito pela Igreja Matriz.
A Promotoria também pede indenização de R$ 100 mil pelos prejuízos causados à instituição. O recurso será analisado pelo TJSC. Da decisão, cabe recurso.