Ao abrir a cisterna do que deveria ser somente esgoto, a Operação Lacre Ambiental, em Laguna, encontrou tubulações clandestinas na esquina da rua Rene Rollin com a Paulo Querino, no Mar Grosso.
De acordo os fiscais, a tubulação clandestina será lacrada. Caminhões de hidrojato auxiliam os trabalhos para desobstruir a drenagem. O prefeito Mauro Candemil ainda enfatiza: “É um absurdo a quantidade de dejetos fecais no pluvial”.
A operação entrou ontem no seu 27º dia e é uma ação conjunta da Fundação Lagunense do Meio Ambiente (Flama), Secretaria de Obras, Vigilância Sanitária, Casan, Fiscalização e Guarda Municipal. Ela não tem prazo para encerrar.
A Lacre Ambiental teve início no dia 3 de janeiro no Mar Grosso, em Laguna. De lá para cá, a Flama já multou um edifício da avenida Beira-Mar em R$ 700 mil por estar com a rede de esgoto ligada na drenagem da água da chuva, que acabava indo para a praia.
Multou ainda a Casan em R$ 2,9 milhões devido a infrações ambientais e outro edifício em R$ 200 mil. Durante todo este período, várias ações vêm sendo realizadas.
Cronograma da situação
No dia 26 de dezembro, a Casan se pronunciou afirmando que o emissário submarino, que joga o esgoto da parte sul do Mar Grosso para o alto-mar, estava entupido. Caminhões fizeram o trabalho de sucção do esgoto em determinadas ruas. No dia 30 de dezembro, o prefeito Mauro Candemil, juntamente com o vice-prefeito, reuniu-se com seu secretariado e demais órgãos a fim de tratar das providências necessárias em virtude dos transtornos causados pela obstrução do emissário submarino na praia do Mar Grosso. No dia 2 de janeiro, a Casan intensificou a instalação de uma rede provisória com tubulação de 110 mm, desde a rua Carazinho – no entorno da Praça do Vila – em toda extensão da rua Renê Rollin, até encontrar a rede coletora da bacia B (nos Molhes).