O câncer de ovário, que praticamente não apresenta sintomas e geralmente quando aparece já está em estado avançado, é a segunda neoplasia ginecológica mais comum entre as mulheres. Os principais sintomas são inchaço abdominal, perda de peso, dor abdominal pélvica, alteração do hábito intestinal e urinária, podendo, em alguns casos, estar associado às alterações menstruais.
Geralmente, prevalece na idade entre os 50 e 60 anos, período em que a mulher já começa a entrar na menopausa e ter alterações hormonais. “Porém, vimos pacientes com 40 anos e até menos com câncer de ovário”, constata o médico oncologista Kelio Silva Pinto, do Centro Médico Unimed, de Tubarão. Ele acrescenta que o câncer de ovário não segue uma recomendação para a realização de exames periódicos, pois isso pode até levar ao excesso de exames, gerando uma maior preocupação por parte das mulheres.
Ele recomenda que se tenha um acompanhamento ginecológico, sempre fazendo avaliação com seu médico. “Em algumas situações em que na família já tenha ocorrido casos de câncer de ovário, essas mulheres devem ser acompanhadas mais de perto. Mas ainda não existe, como no câncer do colo do útero, um rastreio precoce e exame de papanicolau, não prevenindo e nem fazendo o rastreio do câncer de ovário”, acentua.
O oncologista alerta que o câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer de colo de útero, mantendo uma alta taxa de mortalidade. O diagnóstico, segundo ele, é difícil de ser realizado porque as manifestações clínicas tornam-se aparentes nos estágios mais avançados da doença. Ressalta que, algumas vezes, os sintomas são irrelevantes.
Avaliação inicial é importante
O oncologista Kelio Silva Pinto lembra que é importante que as mulheres que tenham algum desconforto abdominal e outros sintomas procure por uma avaliação inicial. Segundo ele, o médico é quem vai proceder com exames, analisar o histórico familiar, se há caso de obesidade e outros fatores de risco que o levem a investigar o quadro de neoplasia de ovário. “Não existe uma forma de prevenção extrema, mas sabemos que a prevenção primária é manter o peso corporal saudável, consultar o médico regularmente, principalmente as mulheres acima dos 50 anos, manter uma alimentação saudável e prática de exercício físico regular”, ressalta.