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Oito municípios da região já ultrapassaram meta

Para tentar aumentar imunização, vacina é cobrada para matrículas em escolas

21/09/2022 06:00

Dos 18 municípios que compõem a Amurel, oito já ultrapassaram a meta de vacinação contra a poliomielite — que é de 95% — atingindo, inclusive, mais de 100% da cobertura vacinal. Armazém (109,22%), Grão-

Pará (101,69%), Pedras Grandes (106,71%), Rio Fortuna (115,63%), Santa Rosa de Lima (116,67%), São Ludgero (104,29%), São Martinho (126,85%) e Treze de Maio (118,27%) ultrapassaram a estimativa entre crianças de até cinco anos de idade.


A secretária de Saúde de São Ludgero (um dos municípios a ultrapassar 100% da vacinação), Morgana da Silva Rech, parabeniza os pais e responsáveis por terem levado as crianças para receberem a vacina e ficarem imunizadas, assim como a equipe da Sala de Vacinas, pelo empenho e dedicação. “Todos os envolvidos, direta e indiretamente, estão de parabéns”, pontua.


Dez municípios ainda não atingiram a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. Segundo a Regional de Saúde, Braço do Norte está prestes a atingir a meta, com 94,35% de doses aplicadas contra a polio. Gravatal é o município que apresenta a situação mais crítica, de acordo com dados da regional, com apenas 46,83% de vacinas aplicadas. São 568 crianças em idade vacinal, e apenas 266 receberam as doses.


Laguna e Imbituba também estão com um baixo índice de vacinação, com menos de 60% das doses aplicadas. Das 2.253 crianças de Imbituba de até cinco anos, 1.299 foram vacinadas (57,66%). Em Laguna, o número é ainda menor. Apenas 1,2 mil menores de cinco anos receberam a dose, de um total de 2.155 crianças. Pescaria Brava também está entre os municípios com menor cobertura vacinal da região, com 67,21%.


Tubarão está com 80,04% das crianças vacinadas (das 5.021, 4.019 receberam as doses); Imaruí já contabiliza 88,94%; Sangão está com 78,71% do público vacinado; Capivari de Baixo, com 75,99%; e Jaguaruna tem 71,88% das doses aplicadas.  


Segundo Shaiane Salvador, da Regional de Saúde, a principal forma de prevenção é a vacina. “Com as baixas coberturas e a doença circulando pelo mundo, existe a possibilidade de o vírus voltar a circular em qualquer local dos municípios, visto que hoje o deslocamento das pessoas ficou muito mais fácil e rápido. Enquanto houver uma criança infectada, crianças de todos os países correm o risco de contrair a poliomielite”, alerta.


Foram 15 casos de janeiro a julho deste ano registrados no mundo. “As coberturas vacinais caíram assustadoramente. O que se observa é que, na medida em que os indivíduos não convivem mais com as mortes e incapacidades causadas, passam a não mais perceber o risco que essas doenças representam para a sua própria saúde, dos membros de sua família e da comunidade”, avalia.


Estratégias adotadas

Para vacinar o maior número de crianças possíveis, os municípios estão realizando diversas estratégias, como busca ativa por meio das agentes comunitárias de saúde e apresentação da Declaração de Vacinação Completa, para rematrícula e matrícula nas escolas públicas e privadas. Em Tubarão, onde já ocorrem as matrículas e rematrículas na rede municipal, já está sendo cobrada a apresentação da carteira de vacinação e da declaração original do Posto de Saúde, atestando a regularidade das vacinas.

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