Atendimentos feitos pelo CVV de Tubarão
O número de pessoas que recorreu ao número 188 do Centro de Valorização da Vida (CVV) é constante na região. Somente neste ano, foram mais de 1.500 ligações atendidas pelos voluntários da ONG do posto de Tubarão. As ligações são sigilosas e auxiliam pessoas que estão precisando de ajuda.
De acordo com o coordenador do posto CVV de Tubarão, Jefferson de Oliveira, no Brasil já foram recebidas 16 mil ligações até setembro. “Salientando que 4.500 ligações foram abandonadas por pessoas que desistem na fila de espera. Com isso, se verifica a necessidade de mais voluntários”, informa Jefferson.
Para ser voluntário, Jefferson explica que basta se inscrever no site cvv.org.br/voluntário. “A pessoa irá participar do processo de seleção de voluntários e, depois, do programa de seleção de voluntários. Os requisitos são ter acima de 18 anos e dispor de quatro horas semanais”, explica o coordenador. “Reforçamos a nossa necessidade de mais voluntários para estarem juntos conosco nessa causa”, complementa.
Jefferson destaca a importância das ações do Setembro Amarelo. “É de extrema importância dedicar esse mês para a reflexão sobre a valorização da vida e a prevenção ao suicídio, o que devemos fazer durante todos os 365 dias do ano”, reflete.
O mês de setembro é marcado por ações de prevenção ao suicídio em todo o país, através da campanha Setembro Amarelo. De acordo com dados apresentados pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), no Brasil são registrados cerca de 14 mil casos por ano, ou seja, uma média de 38 por dia.
Entre os jovens de 15 a 29 anos, é a quarta principal causa de mortes, atrás apenas de acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal.
Entre os sinais que devem chamar a atenção das pessoas para a depressão estão isolamento, mudanças na alimentação e no sono, automutilação, autodepreciação, interrupção de planos e abandono de estudo e emprego.
Incluída no rol dos transtornos mentais, a depressão é uma doença psiquiátrica comum, que se caracteriza por tristeza persistente e falta de interesse em realizar atividades que antes eram consideradas divertidas.
Pandemia intensificou problemas
As consequências da pandemia de Covid-19 têm se revelado preocupantes para a saúde mental da população. O Relatório Mundial de Saúde Mental de 2022, divulgado pela OMS, revelou que apenas no primeiro ano da pandemia 53 milhões de pessoas desenvolveram depressão e 76 milhões tiveram ansiedade, com alta de 28% e 26% de incidência desses transtornos, respectivamente. Para especialistas, as doenças mentais precisam ser encaradas sem preconceito e tratadas o quanto antes. Estudos mostram que a depressão costuma apresentar sinais que não são percebidos pelo paciente, na maioria das vezes. No caso do suicídio, quem pensa em tirar a própria vida quase sempre dá sinais, mas boa parte das pessoas que estão ao seu redor não conseguem identificá-los. Por isso, é preciso procurar ajuda o quanto antes. O CVV realiza apoio emocional, atendendo voluntária e gratuitamente, sob total sigilo, 24 horas por dia, todos os dias.