Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
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Número de focos aumenta mais de 63% em seis dias

Na região, o número saltou de 33 para 54. Em Tubarão, crescimento foi de 500%

22/01/2026 06:00|Atualizada em 23/01/2026 02:12|Por Redação

Um aumento expressivo no número de focos do mosquito Aedes aegypti da semana passada para esta chama a atenção da Regional de Saúde de Tubarão, que entra em alerta para a transmissão de doenças como a dengue e a chikungunya. O aumento entre as cidades da Amurel foi de 63,63%. Somente em  Tubarão, a diferença em seis dias chegou a 500%. De acordo com a bióloga da Regional da Saúde, Sabrina Cardoso, a situação ainda tende a piorar.

Segundo os dados da Vigilância Epidemiológica do Estado, na semana passada foram encontrados 33 focos. Menos de uma semana depois, o número pulou para 54 focos na região, até ontem. Foram encontrados focos em  Braço do Norte e Grão-Pará (11 cada), Capivari de Baixo e São Ludgero (dois cada), Gravatal (três), Imbituba (cinco), Laguna e Sangão (um cada) e Tubarão (18).

Sabrina explica que a situação demanda especial atenção por ser este um período sazonal caracterizado por elevados índices de chuva e calor – condições favoráveis à proliferação do Aedes aegypti. “Diante desse cenário, torna-se necessária e urgente a eliminação de todos os depósitos passíveis de acúmulo de água”.

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Em razão dessas condições ambientais favoráveis, a bióloga afirma que é esperado, nas próximas semanas, um aumento ainda mais significativo no número de focos. “O que intensifica o alerta para a transmissão de doenças veiculadas pelo vetor, como a dengue e a chikungunya”, detalha.

Em Tubarão, os focos foram encontrados nos bairros Morrotes (quatro); Oficinas (três); Centro, Fábio Silva, Recife e Dehon (dois cada); Revoredo, Vila Moema e Humaitá (um cada).

Em Gravatal   

Diante do terceiro foco do mosquito confirmado ainda na última semana, a Secretaria de Saúde de Gravatal, com apoio da Secretaria de Infraestrutura, iniciou um mutirão de limpeza no Cemitério Municipal. O objetivo é eliminar recipientes e pontos que possam acumular água, ambiente propício para a proliferação do mosquito.

Segundo o agente de endemias André Avelino, desde a identificação dos primeiros focos, as equipes vêm atuando de forma contínua. As atividades de vistoria, orientação e eliminação de criadouros foram reforçadas em todo o município. Ele destaca que a prevenção ainda é a principal arma contra o mosquito e depende muito da colaboração da comunidade. 

Vacinação

De acordo com a bióloga Sabrina Cardoso, da Regional de Saúde, os municípios receberão a vacina contra a dengue a partir da próxima semana. Serão imunizadas as faixas etárias de 10 a 14 anos. A atenção é para que sejam aplicadas as duas doses da vacina.

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