A gasolina para carros e motos já pode ser vendida desde ontem com o novo padrão estabelecido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a destilação, a octanagem e a massa específica da gasolina automotiva vendida no país.
No entanto, segundo Joel Fernandes, do Sindópolis (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis), a ANP fixou o prazo adicional de 60 dias para as distribuidoras e de 90 dias para os revendedores se adequarem. “Até lá, será permitido o escoamento de possíveis produtos ainda sem atender integralmente às novas características”, explica.
A mudança se deve à resolução que determina as novas especificações. Segundo a especialista em regulação da ANP, Ednéa Caliman, o produto brasileiro passará a ter mais qualidade e maior eficiência energética.
“Essa definição é importante. Quanto maior a massa específica do combustível em termos de hidrocarbonetos maior é a densidade energética do combustível, ou seja, para o mesmo volume de combustível injetado no motor haverá a geração de maior quantidade de energia no momento da queima do combustível. Com isso, esperamos que proporcione maior rendimento, gerando a diminuição do consumo e o aumento da autonomia dos veículos”, disse.
A resolução da ANP que determinou a venda obrigatória a partir desta segunda-feira foi publicada em janeiro e deu o prazo até 3 de agosto para os produtores de combustíveis se adequarem às regras. “Assim, toda a gasolina produzida no país e importada deverá atender às novas especificações”, observou a ANP.
Outro fator identificado na nova gasolina é a perspectiva de haver menos fraudes diante da qualidade melhor do produto. A ANP informou que as novas especificações são resultado de estudos e pesquisas dos padrões de qualidade, considerando o acompanhamento das especificações e harmonizações internacionais. Houve ainda amplos debates com os agentes econômicos do mercado de combustíveis.