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Música e inclusão em festival no Parque

Com a apresentação de um dos únicos DJs surdos do Estado, evento em Capivari de Baixo debateu sobre acessibilidade

11/11/2024 06:00|Por Redação

“A surdez não define limitações, define caminhos – e cada caminho pode levar a qualquer conquista”. A frase foi dita pelo DJ Afonso Loss - um dos únicos DJs surdos de Santa Catarina -, durante o 4º Festival de Libras realizado no Parque Diamante +Energia, em Capivari de Baixo, nesse sábado.

Natural de Porto Alegre, o DJ mora atualmente em Balneário Camboriú e também atua como professor da Língua Brasileira dos Sinais (Libras).

Surdo de nascença, Afonso compartilhou com o público sobre seus desafios ao querer trabalhar com a música e destacou a importância de ações como o Festival de Libras, para troca de experiências entre os profissionais da área.

“Foi emocionante receber o convite para estar aqui no Parque e encontrar amigos, a comunidade surda e até alguns alunos. Ações como essas são necessárias para continuarmos evoluindo. Os desafios são grandes, pois nasci surdo e, aos poucos, fui aprendendo sobre os sons e como desenvolver estratégias para fazer esse trabalho de DJ”, conta, tendo seus sinais interpretados durante sua apresentação.

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Focado na vibração e expressão visual da música, Afonso tem um projeto de criar espaços inclusivos em baladas, festivais e shows para unir surdos e ouvintes em uma experiência artística.

Festival

O 4º Festival de Libras reuniu intérpretes da Língua Brasileira dos Sinais (Libras) de diferentes cidades da região sul, além da comunidade surda. Eles participaram da programação, que iniciou com uma palestra com Alini Mariot. Doutora em Diversidade Cultural e Inclusão Social, doutoranda em Educação e consultora em Acessibilidade e Comportamentos Inclusivos, ela abordou o tema “Capacitismo e a Jornada da Pessoa Surda: História, Identidade e Inclusão”.

“Festivais como esses são necessários para conversarmos sobre quais espaços estamos construindo como profissionais da categoria. Está cada vez mais evidente que a interpretação simultânea da Libras não se trata de um favor, e sim um direito conquistado após muitos debates”, reforça.

O Festival também contou com o lançamento do curta-metragem “Um Olhar Aprendiz” e, na sequência, uma mesa-redonda com intérpretes de Libras.

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