A prefeitura de São Ludgero fecha o ano recebendo a notícia de que está no grupo de cidades com gestão fiscal de excelência, atingindo a nota 0.84.
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) divulgou, recentemente, o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) dos 5.337 municípios brasileiros, levando em consideração o ano de 2018 e usando como base de avaliação os indicadores autonomia, gastos com pessoal, liquidez e investimentos.
São Ludgero, no ranking estadual, aparece em 22ª colocação; e no ranking nacional, ocupa o 114º lugar. Nacionalmente, está num grupo de 213 cidades com excelência em gestão fiscal. Ao avaliar os indicadores em autonomia, a cidade foi nota máxima, com 1.0; em investimentos, também chegou ao teto máximo de 1.0; em relação a gastos de pessoal, foi 0.62; e em liquidez, 0.74.
O município de Treze de Maio, com nota 0.87, também foi destaque no ranking, ficando em 17º lugar no Estado e em 64º no país. Ele obteve nota máxima em investimentos (1.0), seguido da nota 0.97 em gastos com pessoal e 0.83 em liquidez. Grão-Pará, Imbituba, Orleans e Tubarão não obtiveram nota no índice geral acima de 0.70, mas obtiveram notas máximas em autonomia: 1.0.
Para o prefeito de São Ludgero, Ibaneis Lembeck, o Iba, os números da Firjan chegam para confirmar a responsabilidade da gestão pública atual. “Seguimos com os dois pés bem firmes no chão, com transparência, trabalhando em equipe e em parceria com o setor privado, entidades e a população. O fato de estarmos entre os 4% de municípios com excelência de gestão fiscal mostra que estamos no caminho certo”, resume o prefeito.
A metodologia considera os quatro indicadores com a pontuação adotada variando de 0 a 1 ponto: quanto mais próximo de 1, melhor a situação fiscal do município. Com base neles, cada cidade é classificada nos conceitos: *Gestão de excelência – resultados superiores a 0.8 pontos; *Boa gestão – resultados entre 0.6 e 0.8 pontos; *Gestão em dificuldade – resultados entre 0.4 e 0.6 pontos; *Gestão crítica – resultados inferiores a 0.4 pontos.
Situação crítica
O mapa da gestão fiscal dos municípios brasileiros, apontado através do Índice Firjan de Gestão Fiscal, apresenta um país em estado de alerta, com 73,9% dos municípios com gestão fiscal difícil ou crítica. O indicador que apresentou o pior desempenho entre os municípios brasileiros foi a autonomia, que verifica a relação entre as receitas oriundas da atividade econômica do município e os custos para a manutenção da estrutura administrativa. Na análise, constatou-se que 1.856 municípios (34,8%, ou seja, cerca de um terço do total) não se sustentam. A média nacional em autonomia é de 0.38; investimentos, 0.47; gastos com pessoal, 0.43; e liquidez chega a 0.53.