A prefeitura de Capivari de Baixo lançou oficialmente um grande projeto voltado à área da Educação: “O reforço à alfabetização no contraturno escolar”.
Os problemas que a pandemia do coronavírus ocasionaram ao sistema educacional brasileiro deverão ser sentidos por um longo período. O fechamento das escolas por tempo prolongado culminou em macroproblemas no setor: evasão; queda do desempenho dos estudantes; e desigualdades educacionais já existentes.
E é justamente na alfabetização, a primeira fase de vida social da criança, que a gestão municipal, por meio da secretaria da Educação, pretende intervir de maneira ainda mais ampla. Foi criado, então, nesse segundo semestre letivo, o Programa de Reforço à Alfabetização no Contraturno Escolar.
“Nossa proposta educacional é alfabetizar a criança até o 2º ano do Ensino Fundamental. Isso já era uma proposta arrojada, mas, com a pandemia, tornou-se difícil de atingi-la. Como poderíamos alfabetizar uma criança que, por exemplo, entrou no 1º ano em 2020, ficou o ano inteiro tendo aulas virtuais e, no ano seguinte, até agosto, só teve aulas híbridas?”, questiona a secretária da Educação, Márcia Roberg Cargnin, que também é vice-prefeita do município e uma das professoras mais experientes da cidade.
A própria gestora pública faz uma triste constatação, mas comum em todos os municípios: “Essa criança não aprendeu a ler e escrever e está muito longe disso. É comum, inclusive, encontrarmos estudantes no 5º ano que ainda não sabem ler e escrever, muito em decorrência dos impactos provocados pela pandemia”, alerta Márcia.