Em 2008, a engenheira química Gislaine Lonardi se encontrou em uma fase delicada. Recém-viúva, precisou se mudar de Urussanga para Tubarão, com as duas filhas, para morar com a mãe.
Pouco tempo depois surgiu uma oportunidade profissional: uma vaga como operadora de Estação de Tratamento de Água. Passou pelo processo seletivo da empresa e, no final, a escolha foi de um homem. Mas essa história tem um “porém”. “Quando não deu certo com o contratado, me chamaram de volta e me deram a oportunidade. Foi assim que me tornei a primeira mulher operadora de ETA de Tubarão”, conta, orgulhosa.
Depois de sete anos em Tubarão, a Gi, como é conhecida pelos colegas, passou a atuar pelo Grupo Atlantis, primeiro em Jaguaruna e atualmente na Gravatal Saneamento. Em 2018, ela realizou mais uma conquista: o diploma de engenheira química.
Após a chegada da Gi em Gravatal, como engenheira química responsável por garantir o tratamento adequado de água e esgoto, outra mulher foi contratada para ser a primeira operadora de ETA da concessão. “A mulher é muito mais bem organizada, e consegue realizar as tarefas mais centrada. Enxerguei isso quando tive contato com outras colegas do saneamento. Somos mais persistentes. Quando não dá certo, a gente não se apavora, procura e conserta o que está errado”, relata Gi.
A primeira operadora de ETA em Gravatal é Caroline Menegaz Farias. Há um ano e meio atuando no saneamento, Carol conta que essa é a área com a qual se identifica. “Gosto de ver as coisas acontecerem e perceber que podemos contribuir com pouquinho para melhorar o meio ambiente e ver que o processo realmente funciona”, explica.