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Mudança no H. Fontes é recebida com surpresa

Estado ainda irá se reunir com a comunidade escolar para explicar adaptações

12/02/2021 06:00

A EEB Henrique Fontes, de Tubarão, irá se transformar em um colégio cívico-militar. O anúncio foi feito pelo governador Carlos Moisés, nesta quinta-feira, em Florianópolis, junto ao secretário de Estado da Educação, Luiz Fernando Vampiro.


A escola, com 869 alunos matriculados nos anos finais do ensino fundamental e ensino médio, é a primeira de Tubarão a adotar o modelo do governo federal. Para oficializar ao Ministério da Educação (MEC) a adesão da escola ao Programa Nacional das Escolas Cívico-militares, haverá uma reunião virtual nas próximas semanas com professores, pais e alunos que formam a comunidade escolar.


“O modelo cívico-militar amplia as oportunidades de formação educacional com ainda mais qualidade. As escolas de todo o Brasil que têm implantado o programa demonstram melhor desempenho na avaliação do Ideb, o que também se deve ao trabalho conjunto da equipe gestora, professores, militares e comunidade escolar”, destacou o secretário Luiz Fernando Vampiro.


A diretora de Ensino da SED, Zaida Petry, que participou do ato, salientou que a implantação do programa, agora em Tubarão, vai contribuir pars a gestão escolar e administrativa, além de auxiliar na formação dos alunos. “É um programa que já está implantado em outras escolas de Santa Catarina e apresenta ótimos resultados, e assim será na EEB Henrique Fontes”, reforçou.


A EEB Henrique Fontes será a sétima escola cívico-militar da rede estadual. As escolas EEB Profª. Emérita Duarte Silva e Souza, de Biguaçu; EEB Prof. Ângelo Cascaes Tancredo, de Palhoça; EEB Joaquim Ramos, de Criciúma; EEB Professora Irene Stonoga, de Chapecó; EEB Cel. Pedro Christiano Feddersen, de Blumenau, e EEB Prof. Jaldyr Bhering Faustino da Silva, de São Miguel do Oeste, fazem parte da lista em Santa Catarina.


INVESTIMENTOS

Com a inclusão da escola , o governo federal designa militares do Ministério da Defesa para apoiar as atividades na unidade, e o governo do Estado investe na estrutura. O valor investido pelo Estado chega a R$ 1 milhão por escola e inclui compra de materiais pedagógicos, formação dos profissionais e ajustes na infraestrutura física da escola, seguindo levantamento que será feito pelos profissionais militares. O planejamento é que a EEB Henrique Fontes receba dois oficiais militares do Ministério da Defesa, sendo um para apoiar na gestão administrativa da escola e outro para a gestão pedagógica. Também serão designados profissionais militares para exercer a função de monitores na escola.

 

“Fomos pegos de surpresa”, diz Sinte/SC

O anúncio do governador Carlos Moisés de transformar a EEB Henrique Fontes, de Tubarão, em escola no modelo cívico-militar pegou muitos de surpresa. A direção da unidade escolar informou ao DS que soube da mudança um dia antes ao anúncio, ou seja, na quarta-feira. “Ficamos sabendo ontem (quarta) que isso iria ocorrer. Mas não sabemos muita coisa ainda. Uma reunião está marcada para os próximos dias com a escola, pais e comunidade escolar”, diz a direção.


A representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado de Santa Catarina (Sinte), Tânia Fogaça, explica que a entidade não estava sabendo da mudança. “Fomos pegos de surpresa. O Henrique Fontes é uma das maiores escolas da rede estadual em Tubarão. A preocupação agora é com os professores e com os alunos. Não sabemos exatamente como funciona esse modelo. A unidade escolar tem muitos alunos. A questão é: onde vão colocar estes estudantes? Alguns estão no meio do caminho”, questiona.


Segundo Tânia, quando a escola regular é transformada em cívico-militar, o investimento é grande. Mas ela defende que se invista mais nas escolas da rede. “A estrutura de uma escola nesse modelo é muito superior à regular. Então, por que as escolas regulares não têm essa estrutura? Deveriam investir no ensino regular”, afirma.


Além disso, Tânia ressalta a falta de diálogo com a comunidade escolar, bem como direção e professores. “Fizeram tudo sem consultar pais, docentes e comunidade escolar. De democrático, não tem nada”, acrescenta.

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