Orientação é não estocar
O movimento nos supermercados da região tem crescido nos últimos dias. O crescimento é reflexo da pandemia do coronavírus. De acordo com representantes dos estabelecimentos, o aumento passou a ser considerado desde domingo. Ontem, diversas pessoas foram às compras de alimentos.
De acordo com o gerente do Giassi Supermercados, na Vila Moema, em Tubarão, Luiz Carlos dos Santos, os dois últimos dias têm sido de muito movimento. “Nós até chegamos a realizar uma pesquisa com nossos clientes, que nos informaram que o motivo das compras antecipadas é para ficar em isolamento. O temor não é ficar sem comida, mas precisar ter que sair de casa e ter contato com outras pessoas”, informa o gerente, e completa que a maioria dos que estão buscando fazer estoque são os idosos.
O gerente destaca que não há risco de desabastecimento, e as pessoas podem fazer suas compras normalmente. “A única coisa que faltou, e acredito ser uma situação geral, é o álcool em gel. Estamos preparados. As indústrias também. Dentro do possível, seguimos com nosso trabalho normalmente, seguindo todos os protocolos de segurança exigidos pela saúde”, antecipa Luiz Carlos.
Sobre a movimentação, o vice-presidente da Associação Catarinense dos Supermercados (Acats) Regional Sul, Nazareno Dorneles Alves, diz que é preciso que haja um consumo consciente. “Não é preciso fazer estoque de alimentos e outros itens. Isso, sim, pode gerar desabastecimento. O que irá acontecer é que, se as pessoas começarem a estocar, não vai ter tempo para que um novo carregamento chegue, e vai faltar. Com consumo consciente, não teremos desabastecimento”, destacou Nazareno.
Solidário
Nazareno analisa que os supermercados só ficarão desabastecidos se o consumidor não comprar com consciência. “Não é necessário um consumo elevado. Haverá abastecimento nos supermercados. Todos os consumidores devem praticar o consumo solidário, pois nem todas as pessoas têm condições de realizar grandes compras nesse momento. E quando tiverem, poderá não haver produtos que precisem”, orienta o vice-presidente.
Daiane Fernandes