Ele completou nove anos de idade ontem, mas já pode ser considerado um prodígio musical, principalmente num dos instrumentos mais complexos de se tocar: a bateria. Hasaff Cardoso Pereira diz, categórico, que seu sonho é ser reconhecido nacionalmente através da música. “Quero ficar famoso pelo meu talento”, garante.
De acordo com o pai do menino, Fabrício da Silva Pereira, o gosto por instrumentos musicais começou a surgir em Hasaff a partir dos três anos de idade, quando ganhou um teclado. Aos quatro, o pai deu a ele uma bateria, e aí foi paixão à primeira vista. “Desde então, ele não parou mais de tocar, e se mostra cada dia mais talentoso”, orgulha-se o pai.
A família de Hasaff é de Laguna, mas atualmente eles moram em Palhoça, na Grande Florianópolis – Fabrício é do Exército e, não coincidentemente, toca na banda de música. “Toda minha família vem da música. Meus irmãos e minha mãe têm uma banda gospel, tocamos na igreja também”, conta.
Foi na igreja, aliás, que Hasaff diz que viu nascer seu encantamento pela música. “Quando vi meu tio tocando, percebi que era aquilo que queria para mim”, garante o menino, que é autodidata. Fabrício diz que pensa em colocá-lo em aulas de música, mas quando ele estiver mais maduro e puder compreender mais toda a complexidade da teoria musical. “Como é muito complexo, tenho medo de, agora, ele perder o interesse. Então, prefiro deixá-lo fazendo do seu jeito, que vem dando muito certo”, garante o pai.
A mãe de Hasaff, Joelma Augusto Pereira, também não esconde o encantamento com o filho. “Ele é talentoso de nascença. É dele isso. Nós o incentivamos, mas em nenhum momento o forçamos a ter este amor pelos instrumentos musicais. O dia a dia dele se divide em ir para a escola, brincar e tocar seus instrumentos”, revela.
Música no DNA
Hasaff, que recentemente participou, a convite, da 7ª edição da Orquestra de Baterias, em Florianópolis, se prepara agora para participar de um evento tocando junto com seu pai na banda do Exército. “Para mim, é um orgulho ver meu filho seguindo, naturalmente, meu caminho. Ele diz que quando crescer quer ser sargento músico do Exército”, pontua. “A música está no meu sangue”, conclui Hasaff.