O primeiro Diário Oficial publicado neste ano, na última quarta-feira, já trouxe a oficialização das contratações e exonerações da nova gestão do governo de Santa Catarina. O governador Carlos Moisés da Silva tem anunciado, desde a campanha eleitoral, as estratégias para tentar controlar o déficit público do Estado neste ano.
Nos desligamentos publicados no Diário Oficial estão dois atos de exoneração, um de dispensa de comissionados e um de cessar a designação de servidores. Há também um ato de nomeação.
Moisés exonerou os secretários executivos das 19 unidades e 59 funcionários, com cargos que variam de assessor de Comunicação a gerente de Educação, nas Agências de Desenvolvimento Regional (ADRs). No ato de exoneração de cargos comissionados ou função gratificada, foram 458 dispensas em secretarias e órgãos públicos do Estado. As funções variam de atendimento técnico a diretor de hospital.
Também foram dispensados para substituição 14 cargos da secretaria de Estado, Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Casa Civil. Outros 13 cargos, entre presidentes de autarquias e diretores e gerentes de órgãos públicos, foram desligados. Dois secretários executivos, que eram técnicos de carreira, também perderam as funções.
Ontem à tarde, o ex-secretário executivo da ADR de Tubarão Samuel Silva agradeceu nas redes sociais a oportunidade de estar à frente da agência, na qual atuou nos últimos cinco meses. “Agradeço muito a todos que nos acompanharam, aprendemos muito e ainda temos muito a aprender. Ao novo governador, desejo sucesso, pois disso depende nosso povo catarinense”, escreveu em publicação no Facebook.
ECONOMIA PARA GOVERNAR
Entre as medidas tomadas pelo novo governo do Estado para o corte de custos estão a baixa de 922 cargos comissionados e funções gratificadas, a adoção de um governo 100% digital até o fim desse semestre, a venda dos aviões do Estado, a compra direta de passagens aéreas (sem agências), o uso de aplicativos para o transporte de servidores e a revisão de incentivos fiscais, dos processos de compensação previdenciária e de contratos em geral. A estimativa de Moisés é gerar economia de R$ 1,048 bilhão em 2019.