As doenças cardiovasculares são as principais causas de mortes no Brasil. Em média, elas levam a óbito cerca de 1.100 pessoas por dia, totalizando mais de 400 mil vítimas por ano.
Além disso, estima-se que 80% dessas mortes poderiam ser evitadas por mudanças de estilo de vida e medidas preventivas, uma realidade que ainda não sensibiliza a todos.
“Está claro que qualquer paciente com doença cardiovascular estabelecida, como hipertensão, arritmia, insuficiência cardíaca, infarto prévio, que já realizou cirurgias do coração ou que possui alterações cardíacas congênitas, deve realizar acompanhamento regular com seu cardiologista. Mas temos uma grande parcela da população que não trabalha a prevenção e corre sérios riscos de entrar, futuramente, para esta estatística”, destaca a cardiologista da Provida, Letiana Lira Fabris.
Segundo a OMS, sobre prevenção cardiovascular, o ideal para as pessoas que não apresentam fatores de risco é iniciar as avaliações cardiovasculares em homens com mais de 40 anos e nas mulheres com mais de 50 anos.
“Quando o paciente apresenta fatores de risco, como aumento dos níveis de colesterol e triglicerídeos, hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade, histórico familiar de doença cardiovascular e de morte súbita, não existe uma idade pré-estabelecida para iniciar as avaliações cardíacas. As consultas médicas devem ser realizadas periodicamente”, indica.
Alerta para sintomas
Existem alguns fatores que servem de alerta, como dores no peito ou uma dor que se irradia para pescoço, mandíbula, costas ou braços; cansaço ou falta de ar aos esforços, entre outros. “Ressalta-se a importância de cada vez mais não esperarmos a presença de sinais que indicam algo incomum e procurarmos fazer uma avaliação e exames, o mais breve possível. Investir na cardiologia preventiva, possibilita melhorias na saúde e previne eventuais ocorrências mais graves”, reforça o cardiologista da Provida, Nathan de Farias Faraco.