Ex-policial civil apresenta propostas para segurança e políticas sociais
Em visita ao Diário do Sul, a candidata Maristela Francisco, do PT, falou sobre sua trajetória política, os motivos que a levaram a disputar uma vaga na Assembleia Legislativa e as principais propostas para a região. Com atuação política em Tubarão, a candidata representa a Amurel na disputa estadual. A relação com a política começou ainda na juventude, com a militância partidária iniciada em 1986, e ganhou maior projeção em 2024, quando disputou a prefeitura de Tubarão.
Naquele pleito, Maristela ganhou projeção ao entrar na corrida eleitoral como uma candidata pouco conhecida do eleitorado. Segundo ela, a decisão foi tomada para apresentar uma alternativa ao debate político local. “Nós precisávamos continuar o movimento político que iniciamos lá em 24, continuar falando para as pessoas dessa maneira de fazer política de forma ética, séria, voltada aos interesses da população local”, afirma.
A candidata construiu a carreira em diferentes áreas. Foi policial civil por mais de 30 anos, atuou como professora e também exerceu funções ligadas à educação. Em 2025, concluiu o doutorado, trabalho que também se relaciona a temas de segurança e saúde mental.
Propostas
A segurança pública é uma das principais bandeiras de Maristela. Ela defende a valorização dos profissionais das polícias Civil, Militar, Penal e Científica, além da recomposição dos efetivos e de melhores condições de trabalho.
“Segurança pública é o primeiro direito fundamental da pessoa. A gente faz militância para saúde, para educação, para infraestrutura, cultura, lazer, esporte, tudo que faz parte da vida humana, mas o primeiro direito é você conseguir estar vivo”, afirma.
A candidata também defende que segurança seja tratada em conjunto com áreas como educação, saúde, cultura, esporte e lazer. Na avaliação dela, a prevenção da violência passa por políticas públicas articuladas e pela atenção às condições sociais da população.
Na educação, Maristela pretende atuar pela melhoria do ensino público e pela permanência dos estudantes nas escolas. A saúde mental também está entre as prioridades, especialmente na preparação dos profissionais de segurança para atender ocorrências envolvendo pessoas em situação de crise.
As políticas voltadas às mulheres também integram a plataforma, com atenção ao combate à violência e aos feminicídios e à ampliação do acesso à saúde pública.