Mesmo com o número decrescente de novos casos diários e de internações hospitalares nas UTIs, a matriz de risco da Amurel, conforme mapa de risco do governo do Estdo, voltou ao nível gravíssimo.
Questionada, a assessoria da Secretaria de Estado da Saúde enviou apenas a explicação técnica por meio de um informativo de atualização da avaliação de risco potencial que continha as dimensões avaliadas no Estado. Por lá, a classificação de risco considera o isolamento social, o índice de testagem, a ampliação de leitos e o fluxo de assistência. Nestes quesitos, a Amurel aparece em vermelho (gravíssimo) para o isolamento social, testagens e ampliação de leitos.
O resultado pegou a região de surpresa. Segundo o diretor-presidente da Fundação Municipal de Saúde de Tubarão, Daisson Trevisol, Tubarão é o município do Estado que mais testa, que mais faz o isolamento social das pessoas que estão em monitoramento. “Esta avaliação está confusa. Já testamos aproximadamente 25% da população e fazemos o acompanhamento dos positivados. Esta classificação do isolamento já se mantém no vermelho há muito tempo, não é de agora que isso mudou, por exemplo”, avalia
O Estado possui um decreto que já tem pré-estabelecidas recomendações a serem tomadas nas regiões classificadas como nível gravíssimo. “De qualquer forma, cada município deve fazer suas avaliações a respeito da nova classificação para definir, a partir das recomendações, que medidas serão tomadas”, pontua Daisson.
Sobre a ocupação de leitos da UTI para a covid-19 pelo SUS na região, até ontem o Hospital Nossa Senhora da Conceição estava com 13 dos 20 leitos ocupados, numa taxa de ocupação de 65%. Já o Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos, de Laguna, estava com oito dos dez leitos ocupados. Os dez leitos inaugurados hoje no Hospital São Camilo, em Imbituba, não entraram na avaliação desta semana.
Medidas de ocupação
O DS chegou a contrapor com a assessoria da Secretaria de Estado da Saúde que os números estão em queda, houve aumento no número de leitos de UTI SUS Covid-19 disponíveis e pediu uma nova resposta, mas as informações repassadas também foram meramente técnicas. Por meio de um informativo, foi apresentada a mudança de medida de ocupação de leitos da UTI, que antes era de leitos UTI SUS geral passando desde ontem a ser considerada a taxa de ocupação de leitos SUS covid-19.
“Essa alteração vem em um momento que se observa diminuição da internação de pessoas em UTIs no Estado por casos graves de covid-19. Nos hospitais, os leitos reservados para a doença têm um isolamento respiratório específico, e a ocupação de leitos de UTI não reservados se dá quando há esgotamento de vagas isoladas. Com a redução do número de casos graves, a possibilidade de ocupação de todas as vagas em isolamento que gere necessidade de ocupação de outros leitos de UTI diminui, tanto que cirurgias eletivas foram autorizadas e podem ocupar leitos de UTI gerais. O Estado continua contando com os leitos de UTI geral para a internação de caos graves de covid-19 que necessitem de vaga, no entanto, especificou o indicador para cálculo de risco, no intuito de qualificar a matriz para a realidade apresentada”, disse o documento.