Outra baleia franca, acompanhada também de filhote, foi registrada com a presença de um pedaço de rede preso às calosidades da cabeça. Desta vez, o animal estava na Praia do Rosa, em Imbituba. A equipe do ProFranca foi informada e, em seguida, conseguiu localizá-la, quando já estava na Praia de Ibiraquera, nadando em sentido à Praia D’água – local onde uma outra baleia foi encontrada na semana passada também com uma rede presa à cabeça.
“Reportamos a ocorrência para o Protocolo de Encalhes e Enredamentos da APA da Baleia Franca, do qual o Instituto Australis também faz parte”, disse a equipe.
“Monitoramos a baleia por meio de ponto fixo, com o auxílio de binóculos e teodolito, e fizemos imagens áreas com drone. As equipes monitoraram o comportamento dos animais através de fichas padronizadas para posterior avaliação. Foi possível constatar que se trata de um pano de rede com algumas boias brancas que está preso à cabeça da fêmea adulta. Apesar da presença da rede, o animal não apresenta ferimentos e não tem suas atividades normais – como deslocamento e amamentação – comprometidas”, explica.
Segundo a equipe, o filhote também apresenta comportamento normal. “Durante o monitoramento, registramos os animais nadando e o filhote fazendo mais de dez batidas de cauda. Neste tipo de caso, considerando o comportamento do grupo, bem como o tipo de enredamento, não é necessário qualquer procedimento para a retirada da rede, uma vez que ela deve acabar se desprendendo sozinha do animal, como já constatado em outras ocasiões. Além disso, o procedimento para a retirada de rede é arriscado e só deve ser realizado caso a baleia esteja comprometida, por pessoal treinado e devidamente equipado”, pontua.
Essa baleia adulta ainda não havia sido catalogada pelo ProFranca/Instituto Australis e recebeu um número novo, B854. A temporada reprodutiva das baleias francas está iniciando e se estende até novembro, com pico de ocorrência em setembro.
“Nossa equipe tem se capacitado para ações de desemalhe que anualmente têm sido realizadas aqui no Brasil, sob coordenação do analista Ambiental Leandro Aranha, do Ibama”, mencionou Karina Groch, coordenadora do ProFranca.
Acompanhamento pelo site
Para acompanhar as avistagens, o site é www.baleiafranca.org.br/avistagens. Nele, é possível também enviar informações e imagens e colaborar com o trabalho do instituto. No instagram @institutoaustralis, é possível acompanhar as atividades da equipe.