Membros da Liga Independente das Escolas de Samba de Laguna (Liesla) e diretores das cinco agremiações carnavalescas do município tiveram um encontro ontem na sala de reuniões da prefeitura. O objetivo foi entregar um documento onde a entidade se mostra contrária às recentes reformas feitas pelo Estado, para instalação de telhados em pontos onde eram arquibancadas do sambódromo, no bairro Campo de Fora.
O local, de responsabilidade do governo do Estado, abriga atualmente a Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Associação Cultural, Social e Terapêutica da Região da Amurel (Acustra) e Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja).
“Exigimos que as autoridades estaduais revejam essa decisão e se comprometam com a realização de uma reforma completa e adequada do sambódromo, garantindo condições dignas para o desfile das escolas de samba e para todos aqueles que anseiam por celebrar nossa cultura”, diz um trecho do documento.
De acordo com o prefeito Samir Ahmad, a intenção é interceder e sensibilizar junto ao Estado sobre o futuro do local. “Vamos fazer o que estiver ao nosso alcance para que o sambódromo mantenha o seu destino ao qual ele foi concebido, para que tenhamos de volta os desfiles carnavalescos”, destaca. A intenção é realizar uma reunião com membros do governo estadual nos próximos dias.
Segundo informado pela prefeitura, o governo de Santa Catarina diz que a obra faz parte de um plano de manutenção que visa restabelecer a condição funcional, estrutural e de segurança do local. Inaugurado em 2007, o sambódromo teve seu último desfile oficial em 2013.