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Lição que passou de filho para mãe

08/03/2019 06:00
Thamirys Martins/DS

A perda do filho mais novo fez com que Eva mudasse completamente de vida. Ela, que estava aposentada após trabalhar por 35 anos na área da Saúde, passou a ocupar uma vaga no mesmo local onde o caçula trabalhava: o quartel dos Bombeiros Voluntários de Jaguaruna.


No Dia da Mulher, a história de Eva serve como exemplo de força e determinação, independentemente da idade. Segundo Eva de Souza Alano, o filho Leandro era bombeiro voluntário desde 2008, quando o quartel foi inaugurado em Jaguaruna. Em 2012, aos 25 anos, ele se envolveu em um acidente enquanto ia para o trabalho. A moto em que Leandro estava foi atingida por outra motocicleta. Os dois condutores, entre eles Leandro, morreram na batida.


“Foi um momento muito difícil. Fiquei triste e até depressiva. Ele amava o que fazia, tinha uma profissão muito bonita, que ajuda o próximo. Pensando nisso, surgiu a ideia de eu mesma ocupar uma função dentro do quartel dos bombeiros voluntários. Era uma oportunidade de continuar o serviço dele e de estar mais próxima das lembranças que o Leandro criou”, explica Eva.


Em outubro do ano passado, Eva passou pelo curso promovido para a entrada de novos voluntários em Jaguaruna. Ali, aprendeu quais eram as obrigações dos bombeiros e de que maneira o trabalho é realizado. Em novembro, Eva já ocupava uma mesa e o telefone principal do quartel, como operadora central. O filho mais velho, Pedro Geovani, apoiou a mudança de vida da mãe.


“É um serviço muito gratificante, e estou rodeada de grandes amigos. Aqui, todos se ajudam. Trabalho em esquema de escala, em dias alternados. Hoje, os bombeiros voluntários fazem parte da minha vida”.


É recebendo ligações e mantendo o primeiro contato entre a instituição e a comunidade que Eva se observa levando a vida de maneira mais leve, com um significado ainda maior: o de continuar ajudando o próximo, numa lição que passou de filho para a mãe.

8 de março

O Dia Internacional da Mulher foi instituído em 1921, após manifestações contra as más condições de trabalho. Em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Em 1977, o dia “8 de Março” foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

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