Micheline Zim
Elas são jovens, inteligentes, engajadas e com uma missão: conhecer as realidades de famílias em condições de vulnerabilidade social mundo afora e poder, de alguma forma, ajudar a mudar essa realidade. Esse é o trabalho de três missionárias italianas que estão em Tubarão, no Lar da Menina, desde o início do mês.
Verônica Magri, de 25 anos, Valentina Santoro, de 27, e Federica Testa, de 24, vieram de Bérgamo, na Itália, onde participam de trabalhos missionários. De acordo com a diretora do Lar da Menina, irmã Sirlete de Almeida, as três chegaram a Tubarão por meio de um trabalho missionário realizado em Bérgamo, que prepara pessoas para essas ações com o objetivo de aproximar os jovens de Cristo e do trabalho realizado por Ele.
“Conheci o trabalho do padre Massimo Rizzi, diretor do Centro Missionário de Bérgamo, quando morei na Itália, e seu trabalho é especial e edificante. Agora ele entrou em contato comigo para saber se poderia receber aqui as três missionárias, e claro que as recebemos com o maior prazer. E está sendo maravilhoso”, conta.
Irmã Sirlete diz que as três jovens são engajadas em todas as ações. “Elas acordam bem cedo conosco, nos ajudam em tudo aqui no Lar da Menina, incluindo nos trabalhos educacionais e de catequese com as crianças. Elas também estão participando de trabalhos na Catedral, como as visitas às famílias auxiliadas pela paróquia, trabalhos na Stan e Joanna de Ângelis, por exemplo. As meninas estão impressionadas com tudo o que estão vivenciando e, principalmente, estão tocadas com as situações de pobreza que encontraram em muitos locais”.
A diretora do Lar da Menina diz que Verônica, Valentina e Federica afirmam que essa missão tem mudado a vida delas e que elas querem, de alguma forma, poder mudar muitas realidades, por isso o trabalho de missionárias. “Elas se engajaram de corpo e alma nessa missão e têm nos dado muitas alegrias em poder ver como os jovens ainda podem mudar o mundo”, comemora.
Experiência para a vida
Valentina é pedagoga formada, Verônica está em fase de conclusão para também ser pedagoga, e Federica é formada na área da saúde. Todas têm suas vidas de jovens “normais”, como diz a irmã Sirlete, mas buscaram ser missionárias como um chamado para fazer algo para um mundo melhor, principalmente na área da educação. “Elas, inclusive, disseram que usarão essa experiência para os trabalhos de conclusão de curso que estão realizando e, principalmente, para suas vidas”, revela. “As três voltam para a Itália neste sábado, mas, certamente, levando tudo o que viveram em Tubarão no coração, assim como as teremos aqui. Elas certamente fizeram a diferença nos dias em que passaram na cidade”, conclui a diretora do Lar da Menina.