Banda ressurge com novos integrantes e mantém vivo o legado construído ao longo de mais de 40 anos
Há pouco mais de um ano, centenas de pessoas acompanharam aquele que parecia ser o último capítulo da história da Implosivo Blues. A despedida da banda, criada no fim da década de 1970, foi marcada pela emoção da perda de um de seus fundadores, Ernesto Mendel Filho. Mas algumas histórias parecem se recusar a terminar.
Neste sábado, a Implosivo Blues retorna aos palcos com dois novos integrantes — Luciano Zeferino e Nogales Tomé — e a certeza de que o legado construído ao longo de mais de quatro décadas não poderia simplesmente chegar ao fim.
A decisão de voltar aconteceu durante o processo de escrita do livro Do Rock na Barranca à Implosivo Blues. “Escrever o livro no início foi terrivelmente triste, mas as lembranças foram amenizando o sofrimento. Logo, tudo se transformou em alegria e saudade. Grato à Amaline Mussi pelo apoio e conversas diárias”, relembra Marcelo.
A banda nasceu ainda na adolescência de seus integrantes, quando um grupo de jovens sonhadores começou a escrever sua trajetória musical na região da barranca do Rio Tubarão.
“Era uma vez, lá na barranca, perto da associação da Ases, um grupo de adolescentes entre 15 e 16 anos, com muitos sonhos a concretizar... E que, desde então, em constante composição escreveram uma linda história. A história da Implosivo Blues.”
Para Marcelo, o retorno acontece impulsionado pelo carinho dos amigos e pela chegada dos novos integrantes. “Luciano Zeferino e Nogales Tomé são pessoas íntegras e com uma visão musical extraordinária. Existe uma pequena ansiedade, claro, porque queremos fazer uma apresentação grandiosa para o Ernesto, para nossos antigos amigos e também para os novos”.
O que parecia ser um ponto final transformou-se em reticências. Quatro décadas depois dos primeiros acordes na Barranca, a Implosivo Blues volta aos palcos para mostrar que algumas histórias continuam sendo escritas — em constante composição.