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Imbituba tem 2º caso de meningite

10/12/2019 06:00

Santa Catarina já registrou 13 mortes por meningite meningogócica este ano. As duas últimas mortes confirmadas foram de um homem de 37 anos, de Pomerode, e uma menina de nove anos, de Lages. Além disso, o Estado teve outros três novos casos da doença recentemente. Um deles foi registrado em uma mulher de 42 anos.


Os dados foram divulgados em novo boletim da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive-SC). O ano registra, até o último boletim, um total de 50 casos confirmados. Em 2019, 38% dos casos se concentraram na faixa etária de maiores de 30 anos. A letalidade, no entanto, se apresentou maior na faixa etária de cinco a nove anos e de 15 a 19, com uma taxa de 50% em cada uma delas, seguida pela faixa etária em menores de um ano, com taxa de 43%.


De acordo com a enfermeira da Dive, Helena Caetano, a vítima de Imbituba contraiu a doença em novembro. “Ela já chegou ao hospital com petéquias. Foi tudo muito rápido, desde o diagnóstico até o tratamento. Felizmente, ela evoluiu bem”, informa a enfermeira.


Em relação ao sorogrupo da doença, o maior número de casos foi do tipo C, com 19 casos, seguido do tipo W, com 13. Os outros 18 casos confirmados de meningite meningocócica estão divididos da seguinte maneira: nove do sorogrupo B, sete não identificados, e outros dois do subtipo Y.


Em relação à letalidade da doença, os sorogrupos que causaram o maior número de mortes foram o W e C – foram cinco mortes de cada. Ainda houve uma morte provocada pelo B, uma pelo Y e outra morte não identificada.


Na Amurel, a Dive registrou casos de meningite meningogócica em Tubarão e Laguna. Destes, Imbituba foi a cidade que registrou uma morte de uma menina de 12 anos.

 

Como a doença é transmitida

A meningite meningocócica é a forma mais letal da doença e é causada pela bactéria Neisseria meningitides. A doença pode ser transmitida pelas vias respiratórias e por gotículas e secreções do paciente, contato íntimo (residente da mesma casa, pessoas que compartilham o mesmo dormitório ou alojamento). A propagação também é facilitada em ambientes fechados e/ou sem ventilação.

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