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Homenagens e emoção na despedida de Seu Sonera

25/09/2020 06:00

Um dos colaboradores mais antigos e queridos do Complexo Médico Provida, Edvaldo Souza Venâncio, 84 anos, que morreu vítima de complicações causadas pelo coronavírus, recebeu na manhã dessa quinta-feira uma justa e emocionante homenagem dos colegas de trabalho.


O cortejo com o corpo de “seu Sonera”, como era conhecido, foi recebido com aplausos quando passou pela avenida Marcolino Martins Cabral, em frente ao local onde ele trabalhou por aproximadamente 30 anos como recepcionista.


Com seu jeito simples e um olhar feliz. Assim eram os “bom dia” de Edvaldo durante todos os dias de trabalho na Provida. Seu Sonera faleceu na noite de terça-feira. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), mas não resistiu às complicações da covid-19. Ao longo da quinta-feira, diretores, médicos e funcionários prestaram várias homenagens ao companheiro de décadas de trabalho.


Para o gerente-geral da Provida Fábio Vandresen, Edvaldo foi um funcionário dedicado que será eternizado por todos. “Não somente hoje, em nossas homenagens, mas sempre recordaremos do seu Sonera. Era um ser humano fantástico. Colega muito presente e participativo. Sempre foi parceiro e um grande amigo de todos, que ao longo dos anos marcou sua presença por ser uma pessoa ímpar, que já faz parte da história dessa instituição e ficará guardado na memória de todos”.


A neta de Edvaldo, Alice Reis, agradeceu às manifestações de carinho em nome dos familiares. “Tenho certeza que ele honrou esta empresa e hoje todos seus colegas mostraram que esse amor foi recíproco. Obrigada do fundo do coração. Tenho certeza que ele ficaria muito feliz, aliás, acredito que ele esteja muito feliz”, completa.

 

“Deveria viver 500 anos”

“Existem pessoas que de forma muito singela e sincera transformam nossas vidas. Esse senhor, infelizmente, nos deixou muito precocemente. Sim, ele tinha mais de 80 anos, mas é do tipo de gente que deveria viver mais de 500 anos. Durante a sua trajetória na clínica, todos que passaram nos corredores nesses anos sabem a diferença que fazia a simpatia e o cumprimento carismático desse grande cara, que será sempre queridamente lembrado”, recorda o cardiologista Nathan de Farias Faraco.

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