Lideranças da região estiveram reunidas com o ministro de Minas e Energia, em Brasília
Por decisão do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, um grupo de trabalho será formado para dar uma solução permanente no que se refere ao Complexo Termelétrico Jorge Lacerda. A medida foi anunciada ontem, em Brasília, após audiência com lideranças da região. O assunto veio à tona após a Engie Brasil anunciar que poderá desativar as usinas, dentre elas a de Capivari de Baixo.
“Estabelecemos um grupo de trabalho para buscar uma solução permanente, que atenda aos interesses econômicos de Santa Catarina, principalmente da região Sul do Estado, através de políticas regionais”, fala o ministro durante audiência com lideranças políticas, dentre elas os deputados estaduais Volnei Weber e Felipe Estevão, além do senador Jorginho Mello e do presidente da Frente Parlamentar em Apoio ao Carvão Mineral, deputado federal Daniel Freitas.
Após pedido feito pelo grupo, o ministro propôs a criação de uma comissão, junto à bancada catarinense liderada por Daniel Freitas, para buscar soluções para que a usina não seja desativada. Daniel Freitas explica que o “gabinete de crise” vai se debruçar sobre a pauta em busca de ações que solucionem rapidamente a situação. “Não podemos deixar que isso aconteça de forma inerte. Estamos falando de R$ 6 bilhões ao ano, ou seja, 30% da economia do Sul do Estado. Após isso, levaremos nossas conclusões para o conhecimento do presidente Jair Bolsonaro”, afirma o parlamentar.
O Complexo Termelétrico Jorge Lacerda abastece com energia elétrica toda a região Sul do Estado e gera mais de 20 mil postos de trabalho. Com isso, o encerramento de suas atividades trará muitos prejuízos para o Estado.
Para o deputado Volnei, é preciso uma união de esforços entre os representantes políticos do Estado de Santa Catarina, para que o governo federal intervenha junto à Engie Brasil, com vistas a criar incentivos e medidas para impedir o fechamento do Complexo Termoelétrico Jorge Lacerda. “Não podemos permitir que nosso Estado sofra tamanho prejuízo econômico, financeiro e social”, diz Volnei.
Solução possível
Conforme Volnei, o ministro acatou o pedido e disse que o Ministério de Minas e Energia tem trabalhado com uma política de modernização do sistema de energia elétrica no Brasil, mas entende que é possível buscar maneiras de avaliar a manutenção do sistema de energia termelétrica na região Sul do país, dado ao aspecto social, econômico, financeiro, e até mesmo para preservar e trazer segurança para o consumidor, garantindo o abastecimento de energia.