Estarrecido com pronunciamento do presidente
O governador Carlos Moisés da Silva, em vídeo divulgado nas redes sociais, se disse estarrecido com o pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, que na noite de terça-feira tratou o coronavírus como uma gripezinha, pediu a volta à normalidade e o fim do confinamento em massa.
“Em relação às medidas responsáveis adotadas por diversos governos dos estados e municípios, eu venho a público informar à população de Santa Catarina que desde hoje (ontem) nós iniciamos mais uma quarentena de sete dias, em determinação por decreto deste governador. Mais sete dias para ficarmos em casa”, disse.
Moisés ainda acrescenta que é preciso equilibrar as medidas de retomada da atividade econômica com as medidas de restrição, de isolamento social, “para que haja o equilíbrio e não tenha uma contaminação em massa. Porque não há sistema de saúde nenhum no mundo que tenha conseguido dar respostas, mesmo nos países mais desenvolvidoss”, pontua.
Ele diz que as medidas impactantes que o mundo assiste hoje são para reduzir o contágio em massa, para resguardar a população, e que está conversando com todos os setores. “A determinação do governo é de que continue em casa. Nós estamos avaliando cada setor, conversando com todos desde a semana passada, para ver como esta retomada se dará”, explica.
“É importante que nos mantenhamos firmes no isolamento social, porque ele já se demonstrou positivo aqui em Santa Catarina”, completou o governador.
Posição da Fecam
A Federação Catarinense de Municípios (Fecam) também se manifestou preocupada. “A Fecam manterá sua posição de ouvir as autoridades sanitárias, espelhando-se no que as instituições públicas, entidades e a maioria das lideranças brasileiras propõem e implementam: o isolamento social e a tomada de medidas preventivas, em esforços conjuntos para preparar a nação brasileira para o enfrentamento da pandemia que ameaça toda a sociedade, a economia e nosso futuro. Estados e municípios tomam medidas, com coragem e protagonismo, na função de cumprir medidas estaduais e locais. A mesma posição deve ser assumida pelas forças produtivas e a sociedade em geral”, disse em nota.