Com o anúncio de reajuste do botijão de gás nas refinarias da Petrobras, na quarta alta consecutiva, os tubaronenses já estão atentos para o possível aumento ao consumidor. No entanto, a princípio, o preço continua o mesmo.
A previsão do Sindigás é que o preço para as distribuidoras aumente de 0,5% a 1,4%, dependendo do local. Atualmente, os valores do botijão na Cidade Azul custam, em média, R$ 70, estando já incluída a taxa de entrega.
Em três estabelecimentos comerciais, o valor é R$ 70, e não há ainda previsão de quando deva aumentar ao consumidor. “O percentual é baixo, então pode nem chegar a aumentar para o consumidor. Mas só teremos uma posição nos próximos dias”, diz o atendente de um estabelecimento.
Em outra revenda, a informação é de que ainda há estoque do último preço, e por isso o reajuste só deve ocorrer – se realmente tiver – a partir da próxima semana.
Segundo a Petrobras, o preço do botijão na refinaria corresponde a 37% do custo para o consumidor final. A composição de preços ainda tem ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), PIS/Pasep e Cofins. A participação da distribuição e da revenda corresponde a 44% do cobrado.
Em nota, a Petrobras informou que a alta será de R$ 0,26, ou 1% em relação aos preços vigentes desde o último reajuste, em novembro de 2018. A desvalorização do real frente ao dólar foi o principal fator para a alta.
Segundo a empresa, os ajustes no preço do GLP-P13 são aplicados a cada três meses, obedecendo a metodologia definida em 18 de janeiro do ano passado, “que permite suavizar os impactos derivados da transferência da volatilidade externa para os preços domésticos”.