Depois de conquistar quatro prêmios em Roma, no início do mês, o filme da beata Albertina Berkenbrock conquistou mais 11 prêmios em Milão, na Itália.
O filme sobre a beata, contando a sua história, foi filmado em 2020. O diretor Luiz Fernando Machado e sua equipe da Boanova Films, de Florianópolis, envolveu nas filmagens milhares de pessoas da região de Imaruí, São Martinho e municípios próximos. O filme já recebeu alguns prêmios nacionais, mas também internacionais.
O reconhecimento alcançado em Festivais de Cinema, no mundo inteiro, já lhe rendeu mais de 50 prêmios. Dos prêmios recebidos em Milão estão: medalhas de ouro, nas categorias de melhor direção, melhor filme e outros. Além disso, houve medalhas de prata e menções honrosas como ao produtor do filme, o padre Auricélio. “Que o testemunho de Albertina nos ajude a ter um coração amoroso como o Coração de Jesus”, diz o padre.
O longa-metragem Albertina é fruto de um curso popular de cinema implantado pela Companhia Boanova de Cinema na região Sul do Estado de Santa Catarina. Foram integrados em torno de 3.000 populares ao projeto, em sua maioria da Amurel. As atividades de educação artística popular aplicadas se utilizam dos métodos da Estética da Sopa de Pedra.
Para a preparação dos atores populares, não-atores, utilizou-se a uma adaptação da técnica de Meisner e curadoria de atores profissionais no set. O filme é uma produção catarinense independente.
Morte completa 91 anos
Amanhã, serão lembrados os 91 anos de martírio da Albertina. Ela foi assassinada em São Luiz, comunidade pertencente a Imaruí. Era o ano de 1931 e ela tinha apenas 12 anos. Albertina era filha de colonos descendentes de alemães católicos. Seu carisma e testemunho são lembrados até hoje pelos fiéis. A beata foi morta após resistir a uma tentativa de estupro. Beatificada em 2007 pela Igreja Católica, a história da menina é exemplo de superação e fé para milhares de pessoas. O filme, inspirado na menina, foi gravado em Imaruí.