Maria Alice tem apenas quatro anos. Mas, nesse curto espaço de tempo desde o nascimento, a menina de Tubarão luta contra uma doença congênita. Ela nasceu com paralisia cerebral motora, do tipo diplegia espástica, que acomete mais as pernas do que os braços.
Por conta da doença, as pernas são pouco desenvolvidas, apresentam rigidez e fraqueza. Condição que obriga Maria Alice a sessões periódicas de fisioterapia, terapia ocupacional, psicoterapia e até fonoaudiologia, já que a menina também apresenta atraso cognitivo.
No início, quando a doença foi descoberta, os pais tentaram o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A menina chegou a fazer fisioterapia pelo SUS, mas o estágio da doença exigia mais e ela teve pouca evolução. Foi, então, que a família decidiu tentar, pelo Estado, um tratamento melhor.
O tratamento fez com que a pequena tubaronense evoluísse significativamente. “Tivemos o tratamento por um ano, com muitas evoluções. Temos fotos das correções. Fora isso, ela conseguiu dar os primeiros passinhos e, hoje, consegue ficar de pé, se segurando, por até um minuto”, disse a mãe, Débora da Rosa Luz, que é dona de casa.
Mas, por meio judicial, o Estado interrompeu o tratamento, obrigando a família a arcar com todas as despesas. Hoje, os pais de Maria Alice têm dinheiro para o tratamento até dezembro. Por mês, são gastos R$ 4,8 mil, e por ano são necessários R$ 57,6 mil. Além disso, Maria Alice ainda necessita de um intensivo de fisioterapia com o auxílio de um equipamento chamado TheraSuit, que custa R$ 17,5 mil o módulo para 20 sessões. A menina precisa de quatro módulos por ano, ou seja, 80 sessões.
Quem quiser ajudar a família, pode fazer doações através de uma conta na Caixa Econômica, em nome de Maria Alice Luz da Silva Rosa. Os dados são: agência 0425, operação 013, conta 174978-4 e CPF 129.719.239-75.
BAZAR EM IMBITUBA
Para ajudar nas despesas, alguns amigos de Imbituba também decidiram fazer um bazar beneficente para angariar fundos para o tratamento. O bazar será no dia 21 de novembro, a partir das 8h, no Centro Multiuso do bairro Nova Brasília. No local, serão comercializados bolsas e brinquedos, com valores iniciais a R$ 2. “Estamos aguardando uma resposta judicial, mas até agora, nada. Com a resposta negativa do Estado, a gente precisa buscar alternativas para continuar com o tratamento da nossa filha, que não é barato”, explica a mãe. Quem quiser entrar em contato com a família, também pode pelos telefones 98818-9000, 99669-9700 ou 99988-1509.