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Exemplo de dedicação e solidariedade

08/06/2022 06:00

Aos 93 anos, Lourença Cargnin D’Aláscio, de Tubarão, dedica boa parte do seu tempo para fazer o bem. Há aproximadamente dois anos, ela confecciona casaquinhos e blusas de crochê para serem doadas a crianças em situação de vulnerabilidade social.


Dona Lourença sempre foi muito atuante, principalmente nas atividades da Catedral Diocesana de Tubarão e também como escritora - inclusive, com livros publicados. O crochê sempre fez parte de um de seus hobbies, mas que foi deixado de lado após a morte de seu marido, há alguns anos.  


Em 2020, no entanto, a técnica de Enfermagem Célia Alves foi trabalhar com dona Lourença. De cuidadora a amiga, Célia disse que começou a pensar em algo que pudesse também “agitar” um pouco a rotina de dona Lourença, que ficava apenas em casa por conta da pandemia de covid. “Eu sabia que ela gostava de crochê e havia parado há um tempo de fazer. Como estava prestes a ganhar um bisneto, sugeri que fizéssemos casaquinhos para o neném que estava por vir e ela, mesmo reticente no começo, dizendo que não sabia mais nem pegar na agulha, aceitou. Daí não paramos mais”, lembra.


Dos casaquinhos ao bisneto, a ideia foi além. Sempre envolvida com a comunidade, dona Lourença pensou que poderia fazer algo a mais. Foi então que surgiu a ideia de fazer os casaquinhos e blusas para serem doados, através do Apostolado da Oração da Catedral. “Para mim, foi uma maravilha. Esta minha grande amiga Célia, que é um presente de Deus que ganhei, me incentivou e agora passamos o dia crochetando. Quando as peças ficam prontas, tenho a amiga Rosita Willemann Porto, também do Apostolado, que busca os casacos e faz a distribuição às famílias que necessitam”, conta.


Produção de casacos precisa de mais e mais lãs

Célia e dona Lourença já perderam as contas de quantos casacos e blusas de crochê já fizeram para serem doados. Os novelos de lãs são comprados por ela e pelos filhos. Como eles tiveram uma alta nos preços e a produção cada vez foi ficando maior, esta semana Célia chegou a sugerir que fizessem uma rifa para arrecadar mais dinheiro para comprar as lãs que se transformarão em mais peças. “Quando sugeri a rifa, dona Lourença ficou ainda mais animada. Colocamos primeiro 200 números para venda de bilhetes, a R$ 5. Mas o sucesso foi tanto que tivemos que aumentar e chegamos a quase 650 números vendidos”, comemora. Quem quiser doar lã, pode entrar em contato com Célia, pelo telefone 99648-3141.

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Micheline Zim

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