Atualmente, de acordo com dados do Ministério da Saúde, 56% da população brasileira está acima do peso e 20% já apresenta obesidade. Este número aumentou em cerca de quatro vezes nos últimos 30 anos. O ganho de peso ocorre pelos mais variados motivos: piora dos hábitos alimentares, sedentarismo, diminuição das horas de sono, genética, e até poluição ambiental.
Neste ano, o Dia Mundial da Obesidade ocorre hoje, com foco na mudança global dos fatores que envolvem a obesidade, data escolhida pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e o Departamento de Obesidade do World Obesity Federation. Entre os pontos destacados pela campanha estão a “tolerância zero” para o estigma do peso, entre outros.
“Obesidade é uma doença crônica, caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, que causa prejuízos à saúde e precisa de controle e tratamento“, alerta a endocrinologista do Complexo Médico Pró-Vida Camila Campos.
A médica destaca também que não há dúvida de que a população compreende que “comer menos” e “fazer mais atividade física” promove perda de peso, o que a maior parte não tem conhecimento é que a adaptação metabólica que ocorre após um emagrecimento inicial acaba dificultando o processo de perda de peso. Para a maior parte dos pacientes, corrigir essa adaptação metabólica é fundamental para otimizar os resultados. Somente “pensamento positivo e foco” vão ser falhos para a grande maioria das pessoas, e não podemos julgá-las por isso.
“Temos que ter em mente que tratar obesidade não é tratar um problema estético, mas, sim, tratar uma doença metabólica que aumenta o risco cardiovascular e diminui expectativa de vida”, alerta a endocrinologista.
Oscilações de peso ao longo do tratamento são comuns e não são consideradas fracassos.
Infelizmente, não existe fórmula mágica. Muito cuidado com aquele comprimido milagroso da internet ou aquele tratamento estético revolucionário. Tratar a obesidade é complexo, e requer acompanhamento especializado.
Obesidade em crianças
Dados do Sistema de Vigilância Nutricional apontam que aproximadamente 30% das crianças e adolescentes brasileiros de cinco e 19 anos estão com excesso de peso, o que resulta em uma maior ocorrência de problemas de saúde não somente na vida adulta, mas também em crianças, que incluem hipertensão arterial sistêmica, aterosclerose precoce, diabetes mellitus tipo 2 e distúrbios do sono.